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Advogados que integram a comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro estão acusando a Marinha de ter realizado uma detenção supostamente arbitrária de um advogado em um quartel no Rio de Janeiro. Ele teria realizado uma filmagem dentro da base militar que foi considerada irregular pela Marinha e acabou detido. A OAB acusou os militares de tortura e um suposto membro da ordem apareceu em um vídeo invocando semelhança do procedimento com a ditadura militar.
O episódio ocorreu no 1º Distrito Naval da Marinha, no Rio de Janeiro, na segunda-feira (13). O advogado que foi preso é Adriano Carvalho, de 40 anos, especialista em Direito Militar e cabo reformado da corporação. Segundo o presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB-RJ e presidente da Associação Nacional da Advocacia Criminal (Anacrim), James Walker, o advogado foi à unidade para protocolar um documento em nome do seu cliente e solicitou uma audiência com o comandante local, o que teria sido negado.
Walker disse que o advogado então pegou o celular e começou a filmar – não ficou claro se ele fez uma transmissão ao vivo em uma rede social ou se apenas gravou um vídeo em seu celular. Ele teria filmando o próprio rosto enquanto lia um documento, alegadamente com o intuito de provar que havia estado ali e formalizado a entrega.
Carvalho acabou detido com base no artigo 147 Código Penal Militar, que prevê pena de prisão de até quatro anos para quem desenhar, levantar planta, fotografar ou filmar equipamentos, lugares e pessoas em ambiente interno militar.
Fonte: Gazeta do Povo

