Moedas do Plano Real pouco vistas por aí podem valer mais do que os números gravados em suas faces, com valores que podem ultrapassar os R$ 1 mil, dependendo do estado de conservação da moeda.
Ao contrário do que se diz popularmente, esse tipo de moeda valiosa não é considerada rara, mas sim “escassa”. Isso porque moedas escassas são aquelas que tiveram uma tiragem limitada, por uma série de razões, segundo explica Bruno Pellizzari, vice-presidente da Sociedade Numismática Brasileira (SNB).
No Brasil, uma moeda já é considerada de tiragem escassa se foram emitidas menos que 1 milhão de unidades. Essa tiragem limitada pode ser explicada por serem complementos de edições comemorativas ou carregarem erros de cunhagem, por exemplo. “Cunhos” é como são chamados os moldes para a fabricação das moedas.
No entanto, moedas que tiveram algum erro em sua produção são coisa do passado, segundo a Casa da Moeda informou ao Valor. O erro mais emblemático para os numismáticos foi quando, em 2012, a Casa da Moeda emitiu a face da moeda de R$ 0,05 nos moldes da moeda de R$ 0,50.
Foi a partir disso que a Casa da Moeda providenciou uma modificação no projeto dos cunhos de moeda, o que incluiu um dispositivo à prova de erro humano “impedindo, definitivamente, a montagem em máquina do cunho invertido”.
Fora do Plano Real, a moeda brasileira mais valiosa é a Peça da Coroação, moeda de ouro de 6.400 réis feita em comemoração à coroação de D. Pedro 1º, em 1822, segundo Pellizzari. Ela foi arrematada em um leilão por cerca de US$ 500 mil (R$ 2,48 milhões) nos Estados Unidos, em 2014.