O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) manteve a decisão de primeira instância e absolveu o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) da acusação de corrupção passiva por ter supostamente recebido propina de R$ 2 milhões do empresário Joesley Batista, dono da J&F.
Também eram réus e foram absolvidos pela decisão unânime desta quinta-feira, 26, a irmã de Aécio, Andrea Neves; o primo, Frederico Pacheco de Medeiros; e o ex-assessor parlamentar de Mendherson Souza Lima.
Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), em 2017, quando o tucano era senador, recebeu propina do empresário Joesley Batista para atuar em favor do Grupo J&F no Congresso Nacional.
As quatro parcelas de R$ 500 mil foram recebidas, entre fevereiro e maio de 2017, por Frederico Pacheco e Mendherson Lima, de acordo com a acusação. O pagamento a Aécio Neves foi comprovado por gravações entregues à Justiça por Joesley, que fez acordo de delação premiada com o MP.
Quando o conteúdo da delação de executivos da J&F foi revelado, Aécio alegou que pediu o dinheiro como um empréstimo para pagar advogados.