No ano de 2018, o Brasil testemunhou uma das mortes mais impactantes de sua história política: Marielle Franco, uma jovem vereadora carioca e promissora política, que poderia ter sido uma das deputadas estaduais mais votadas do Rio de Janeiro. Sua trajetória ascendente na política, especialmente em comunidades carentes, tornou-se motivo de desconforto para a base da esquerda, o que, posteriormente, se mostrou ainda mais complexo com desdobramentos surpreendentes nas investigações.
Após o trágico assassinato de Marielle Franco, a esquerda carioca experimentou uma guinada política. Embora não se queira afirmar que a esquerda desejou a morte de Marielle, é inegável que o partido de esquerda PSOL foi o mais beneficiado nas eleições de 2018 com a morte da vereadora. Com 107.317 votos, a legenda conquistou mais espaço no cenário político, e Talíria Petrone, amiga de Marielle e integrante da ONG Redes da Maré, foi eleita deputada federal. Outro destaque foi a eleição das três assessoras de Marielle para a ALERJ: Renata Souza (63.937 votos), Mônica Francisco (40.631 votos) e Dani Monteiro (27.982 votos).