Os oficiais generais no último posto do Exército Brasileiro que servem no Distrito Federal não ocupam simples residências funcionais das cerca de 2 mil reservadas para oficiais da força terrestre no Planalto Central, eles são moradores de uma área considerada pelo próprio Exército como particularmente privilegiada, com várias facilidades e vigiada 24 horas por dia por membros de elite da força terrestre, especializados em segurança de instalações.
De acordo com o Exército Brasileiro, a localização é reservada e bem localizada, além de contar com algumas regalias interessantes e até um lago ornamental para peixes.
Diz o site da Prefeitura Militar de Brasília: “A Quadra Residencial de Generais (QRG) localiza-se no Setor Militar Urbano (SMU) nas proximidades do Quartel-General do Exército (QGEx), entre duas principais vias do SMU, Avenida do Exército e Avenida Duque de Caxias. Setor privativo e bem localizado, no qual residem Oficiais Generais de Exército e seus respectivos assistentes. Conta com um parque infantil, pista de cooper, quadras de tênis e vôlei, churrasqueiras e academia equipada para os moradores da quadra, além de um lago ornamental com peixes. A QRG tem uma localização privilegiada por estar próxima ao Clube de Oficiais, a praça Cívica do Quartel-General do Exército, conhecida como praça dos Cristais, o Oratório do Soldado e o Teatro Pedro Calmon.”
A área é carinhosamente conhecida como “Fazendinha” entre os militares, referindo-se à extensa área verde e à presença de árvores frutíferas e animais, como pavões, ali presentes.
A segurança rigorosa, obviamente implementada devido aos altos cargos militares ocupados pelos residentes, serviu para um propósito surpreendentemente no final de 2022. Parte da sociedade, insatisfeita com o resultado das eleições presidenciais, exortava a cúpula do exército a se manifestar ou tomar partido.
Os militares vinham emitindo opiniões e solicitando acesso aos dados do Tribunal Superior Eleitoral e com isso a sociedade acabou acreditando que seriam uma espécie de órgão fiscalizador do processo eleitoral. A alta segurança do condomínio dos generais foi o que não permitiu que a multidão insatisfeita com o resultados das urnas invadisse as residências dos altos chefes militares.