Na madrugada desta sexta-feira (7), a Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, a proposta de reforma tributária. Antes da finalização do texto-base, uma emenda aglutinativa foi aprovada, consolidando todas as emendas propostas. No entanto, os destaques, que poderiam alterar partes do texto, foram rejeitados. Agora, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) segue para o Senado Federal, avançando no processo de alteração e simplificação do sistema tributário brasileiro.
A discussão sobre um novo sistema tributário brasileiro se arrasta há quase 30 anos no Brasil.
A votação na Câmara dos Deputados ocorreu em dois turnos, sendo iniciada às 11h desta quinta-feira. Durante o segundo turno da votação, foram registrados 375 votos a favor da PEC, 113 votos contra e três abstenções. No primeiro turno, foram contabilizados 382 votos a favor e 118 votos contra. Era necessário obter o apoio de pelo menos 308 deputados para que a proposta fosse aprovada. Após a conclusão dessa etapa, o texto será encaminhado para análise e discussão no Senado. A análise da proposta será retomada nesta sexta-feira, às 10h
A reforma tributária está prevista para ser analisada pelo Senado apenas no segundo semestre. O texto passará por diversas modificações e uma análise demorada. Os senadores alertam para um processo longo até que haja um consenso sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Congresso Nacional.
A reforma tributária propõe a unificação de cinco tributos: IPI, PIS e Cofins a nível federal; ICMS a nível estadual; e ISS a nível municipal. Esses tributos seriam substituídos por dois impostos sobre valor agregado, denominados IVAs. Um desses impostos seria administrado pela União, enquanto o outro teria gestão compartilhada por estados e municípios. Adicionalmente, a proposta contempla a isenção de impostos sobre a cesta básica e a criação do chamado ‘imposto do pecado’.
Já na segunda versão, o relator propõe que a migração inicie em 2026, mas de forma mais gradual. Nessa etapa de teste, o IVA federal teria uma alíquota de 0,9%, enquanto o IVA estadual e municipal teriam uma alíquota de 0,1%. A proposta define ainda que a transição completa aconteça em sete anos, até 2032, quando os impostos atuais seriam extintos e o novo sistema tributário estaria em pleno funcionamento.