O jornal The New York Times publicou uma ampla cobertura dos acontecimentos envolvendo Flávio Bolsonaro após sua derrota nas eleições presidenciais brasileiras de 2026 para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre as principais informações divulgadas pelo The New York Times, destacam-se:
- Derrota eleitoral e contestação dos resultados
Flávio Bolsonaro perdeu por uma pequena margem o segundo turno das eleições presidenciais de outubro de 2026 para Luiz Inácio Lula da Silva, que obteve 51,8% dos votos, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro.
Após a derrota, Flávio rejeitou os resultados oficiais, alegando fraude eleitoral e perseguição política.
- Investigação sobre lavagem de dinheiro e ordem de entrega dos passaportes
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes em meio a uma investigação federal sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo US$ 1 bilhão, associado ao advogado Willer Tomaz.
Após Flávio não cumprir o prazo estabelecido para a entrega dos documentos, as autoridades brasileiras cancelaram seu passaporte diplomático.
O senador, entretanto, também possui cidadania italiana.
- Saída do Brasil e chegada aos Estados Unidos
Segundo as reportagens citadas, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil por via terrestre, entrando na Argentina com a ajuda de um importante assessor do presidente argentino Javier Milei.
Posteriormente, teria viajado de avião, passando pelo Equador, até chegar a Miami, na Flórida.
Jason Miller, integrante da equipe de comunicação da Casa Branca, teria ajudado a organizar um voo em jato particular.
O presidente americano Donald Trump também teria sinalizado que Flávio Bolsonaro poderia permanecer nos Estados Unidos por meio de mecanismos de autorização humanitária ou vistos.
- Imunidade parlamentar e situação jurídica
De acordo com o texto, Flávio Bolsonaro ainda não foi formalmente acusado de nenhum crime.
Ele mantém sua imunidade parlamentar como senador brasileiro até o encerramento de seu mandato, previsto para o início de 2027.
Fonte: The New York Times — 5 de novembro de 2026
