Esquerda intensifica perseguição contra direita após 2º turno

Após o 2º turno da disputa presidencial, políticos de esquerda começaram a partir para cima de parlamentares apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ontem (27), o caso que mais chamou a atenção foi o do deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), que, no plenário da Câmara, afirmou que a Polícia Federal (PF) vai prender mais pessoas ligadas ao “bolsonarismo”.

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O parlamentar petista disse ter informações da corporação sobre novas prisões de pessoas ligadas a Bolsonaro. Em reação à fala de Tatto, o líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), protocolou uma representação contra o petista no Conselho de Ética.

Além de Tatto, a deputada federal lulista Duda Salabert (Psol-MG), que havia pedido à Justiça a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro (PL), solicitou, na tarde de ontem, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a suspensão do salário do senador por sua saída do Brasil, mesmo sem ele ter sido condenado por qualquer crime.

“É um absurdo o povo brasileiro custear turismo criminoso de senador”, afirmou a lulista, que disse ainda ter dado “andamento ao pedido de cassação de seu mandato”.

Outra vítima da esquerda, embora também não tenha sido condenado, foi o deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG). O deputado federal eleito Pedro Rousseff (PT-MG), sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff, acionou ontem (27) o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, para que seja avaliada a possibilidade de retenção do passaporte do parlamentar do PL. Também pediu que fosse determinada a proibição de o parlamentar mineiro deixar o país.

O petista citou um procedimento criminal que a PGR abriu contra Nikolas por uma suposta injúria contra o presidente Lula (PT), em julho de 2024. “O bolsonarismo é uma gangue e age de forma coordenada. Não dá pra saber se o Nikolas Ferreira já não está fugindo do país nesse exato momento. A única forma de controlar isso é tirando seus meios pra tanto”, afirmou Rousseff.

Nikolas Ferreira reagiu à publicação de Pedro com risadas. “Kkkkkkkkk bota uma melancia na cabeça, jacu”, escreveu.

Já o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) defendeu que o Ministério Público Federal (MPF) e o Supremo Tribunal Federal (STF) revoguem a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e determinem seu retorno ao sistema penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

“Flávio Bolsonaro decidiu fugir após a reunião com o pai e nós temos que solicitar, senhor presidente, a imediata revogação dessa prisão domiciliar”, afirmou ontem (27) o petista, no plenário da Câmara.

A deputada federal psolista Erika Hilton (SP), apoiadora de Lula (PT), anunciou, nas redes sociais, o bloqueio dos bens e das contas bancárias de Flávio Bolsonaro e de sua esposa após a saída do senador do Brasil. No entanto, ela não informou a qual órgão encaminhou a solicitação.

“Flávio já demonstrou ímpeto golpista ainda no domingo, ao dizer que não aceitaria o resultado soberano das urnas, e sua saída do país já havia sido sugerida pelo seu irmão Eduardo Bolsonaro, condenado por atentar contra a Justiça brasileira por meio do tarifaço”, escreveu Hilton no X.

A parlamentar disse ainda que Flávio “concorreu para se blindar da Justiça e, como ele mesmo admitiu, dar perdão para criminosos como o seu pai, Jair Bolsonaro, outro fracassado traidor da pátria”.

“O mal deve ser cortado na raiz o mais rápido possível. Flávio não deve ter acesso a um real do dinheiro público que o sustentou nos últimos 30 anos”, finalizou a parlamentar na publicação.

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