O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o governo do presidente Lula (PT) de não oferecer condições adequadas a quem produz alimentos no Brasil. Durante o debate da TV Globo, nesta sexta-feira (23), Flávio criticou a dificuldade de acesso ao crédito rural, os juros elevados e a burocracia enfrentada pelos produtores.
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Ao dirigir sua fala aos trabalhadores do campo, o candidato afirmou que conhece as dificuldades de quem depende da atividade agropecuária para sustentar a família. Ele citou produtores que precisam financiar sementes, maquinário e animais, mas encontram obstáculos para obter recursos.
“Todos os agricultores reclamam”, disse Flávio, ao questionar as condições oferecidas pelo sistema de financiamento rural. Segundo o candidato, os produtores enfrentam exigências burocráticas e taxas que tornam mais caro investir na produção.
O senador prometeu garantir recursos para o seguro rural e impedir que o dinheiro destinado à política seja contingenciado. Também defendeu previsibilidade e segurança jurídica para o setor, além de medidas voltadas aos aposentados rurais.
“A todos os governadores eleitos na região Centro-Oeste, que são nossos aliados, eu quero fazer um grande pacto com vocês”, afirmou, ao defender uma articulação com representantes regionais e setores produtivos.
Lula defende investimentos no setor
Em sua resposta, Lula afirmou que o governo ampliou os investimentos no agronegócio e na agricultura familiar. O presidente citou o financiamento de máquinas e os recursos disponibilizados por instituições públicas, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil.
“Eu duvido que houve a quantidade de investimento na agricultura familiar que houve no meu governo”, declarou.
Lula também destacou o desempenho das exportações brasileiras e afirmou que o país abriu novos mercados comerciais. Segundo o presidente, a diversificação dos destinos das vendas externas permitiu ao Brasil ampliar suas oportunidades comerciais.
O petista ainda rebateu críticas à política de financiamento e argumentou que operações do BNDES e do Banco do Brasil voltadas à infraestrutura contam com juros subsidiados.
