Lula é reeleito presidente da República após intervenção do STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acaba de ser reeleito para mais quatro anos à frente da Presidência da República. Ele derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL), que havia terminado o 1º turno na liderança, mas foi ultrapassado na disputa final após uma série de medidas eleitoreiras e interferências do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Com 99,79% das urnas apuradas, o petista obteve 51,76% dos votos, o equivalente a 64.093.998 votos. Flávio, por sua vez, somou 48,24%, com 59.735.422 votos.

Às vésperas de completar 81 anos, na próxima terça-feira (27), Lula se tornou o primeiro presidente da história do Brasil eleito quatro vezes pelo voto popular. A nova vitória ocorre mais de duas décadas depois de sua primeira eleição, em 2002.

Nenhuma pesquisa apontava essa virada, ainda mais da forma como aconteceu. Lula conquistou mais de 10 milhões de novos votos no segundo turno, enquanto Flávio cresceu apenas 3,6 milhões.

Nos últimos meses, diante de pesquisas que indicavam risco de derrota, o petista intensificou o uso da máquina pública e anunciou medidas que, segundo o levantamento, somam R$ 463,8 bilhões em 2026. O pacote equivale a 3,6% do PIB (Produto Interno Bruto) estimado para o ano e foi criticado pelo caráter eleitoreiro.

O petista também foi favorecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante todo o pleito. Segundo levantamento obtido com exclusividade por este site, a Corte Eleitoral concedeu liminares favoráveis a Lula em até 49 horas, enquanto pedidos apresentados pela campanha de Flávio seguiam sem resposta ou eram negados.

A votação deste domingo também foi marcada por uma decisão histórica, que se somou às interferências do Supremo em benefício do petista. Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula e indicado por ele ao STF, decidiu, minutos após o encerramento legal da votação, às 17h, estender o horário de votação sem consultar o Ministério Público. Com a decisão, o prazo foi ampliado até as 19h em todo o país.

Após a repercussão, o ministro decidiu se “esclarecer” e afirmou que a votação deveria continuar apenas nas seções em que as urnas ainda não haviam sido fechadas. Nos locais onde a votação já havia sido encerrada, os votos deveriam ser computados e totalizados normalmente.

O caos, porém, já estava instalado. Eleitores, mesários e presidentes de seções eleitorais em todo o Brasil ficaram sem saber como proceder. Mesmo diante da confusão, o TSE forneceu poucas informações, deixando a população sem respostas claras e consistentes.



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