As Forças Armadas dos EUA elaboraram novos planos de ataque contra o Irã que incluem a possibilidade de empregar a GBU-43/B, conhecida como “mãe de todas as bombas”, contra instalações nucleares e estruturas energéticas do país. A operação dependeria de uma ordem do presidente Donald Trump e poderia ocorrer antes ou depois das eleições legislativas americanas de meio de mandato, segundo autoridades ouvidas pela CNN Internacional.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp
A arma, também chamada de MOAB (Massive Ordnance Air Blast Bomb), é a maior bomba não nuclear do arsenal dos Estados Unidos. Seu eventual emprego representaria uma ampliação das operações militares contra Teerã. Entretanto, fontes familiarizadas com as discussões internas afirmam que há dúvidas sobre sua capacidade de atingir determinados alvos subterrâneos e produzir resultados estratégicos na guerra.
Os novos planos surgem após mais de seis meses de bombardeios americanos, em meio à pressão sobre Trump para encerrar o conflito. A guerra enfrenta resistência da opinião pública nos Estados Unidos, enquanto o Partido Republicano se prepara para as eleições de meio de mandato.
Planos incluem instalações nucleares e setor energético
Segundo uma fonte ouvida pela CNN, Trump determinou a elaboração de novos pacotes de ataques contra alvos iranianos, incluindo “muita infraestrutura energética” e a possibilidade de utilização da MOAB.
A orientação também consideraria a realização das operações “antes da retirada das forças americanas da área de responsabilidade do CENTCOM (Comando Central dos EUA)”.
Esse planejamento permitiria ao governo americano executar novos ataques antes de uma eventual retirada das tropas da região.
Outra fonte afirmou que os planos para atingir instalações nucleares incluem a Montanha Pickaxe, apontada por Estados Unidos e Israel como possível local de armazenamento de componentes do programa nuclear iraniano.
Trump já ameaçou atacar a instalação em outras ocasiões, mesmo após a suspensão das operações de combate em larga escala no início deste ano. O presidente americano mantém como objetivo declarado impedir que o Irã desenvolva armas nucleares.
Casa Branca discute estratégia para encerrar a guerra
Assessores de Trump têm realizado reuniões nas últimas semanas para avaliar alternativas militares e diplomáticas relacionadas ao conflito.
Embora o presidente tenha afirmado publicamente que não pretende adotar novas medidas antes das eleições legislativas, integrantes do governo disseram à CNN que não sabem se essa decisão será mantida até a votação.
Nos bastidores, autoridades americanas também questionam se os planos de ataque estão vinculados a uma estratégia capaz de encerrar efetivamente a guerra.
Trump e seus assessores discutem há meses alternativas que permitam apresentar um desfecho definitivo para o conflito. Parte do governo considera que os Estados Unidos já alcançaram seus principais objetivos militares, mas o presidente tem evitado declarar vitória.
O republicano também demonstrou resistência à possibilidade de retirar as tropas americanas sem novas medidas. Segundo fontes ouvidas pela CNN, Trump avalia que uma saída nessas condições poderia ser interpretada como derrota.
Apesar das discussões, não há sinais de proximidade de um acordo negociado entre Washington e Teerã. A eventual utilização da MOAB permanece entre as opções militares analisadas, sem confirmação de uma ordem presidencial para seu emprego.
