A Polícia Federal (PF) adiou o depoimento do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, que estava previsto para esta quarta-feira (7), no inquérito que apura a atuação de servidores e ex-servidores da autoridade monetária em possíveis benefícios ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Ainda não há uma nova data confirmada para a oitiva.
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Campos Neto foi convocado na condição de testemunha e não é investigado no procedimento. A PF busca esclarecer, entre outros pontos, reuniões envolvendo integrantes do Banco Central e representantes do mercado financeiro durante o período em que a instituição de Vorcaro estava sob fiscalização da autoridade monetária.
Além do ex-presidente do BC, foram chamados o atual presidente da instituição, Gabriel Galípolo, o diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, e o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual. Galípolo prestou depoimento na terça-feira (6), também como testemunha. Esteves, que seria ouvido na segunda-feira (5), teve a oitiva adiada.
A investigação concentra-se na atuação de dois ex-servidores do Banco Central, Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza. Eles são suspeitos de terem utilizado informações e a posição que ocupavam na autarquia para favorecer interesses de Vorcaro. Os dois negam as acusações.
Relatos colhidos pela PF também mencionaram encontros entre integrantes do Banco Central, Campos Neto, Galípolo e representantes do mercado financeiro para tratar de questões relacionadas ao Banco Master. Em depoimento, Paulo Sérgio Neves afirmou que houve uma reunião com representantes do BTG Pactual em dezembro de 2024 para tratar de informações relacionadas à instituição.
A PF também investiga mensagens extraídas do celular de Vorcaro que indicam contatos entre o empresário e integrantes da estrutura de supervisão do Banco Central. Entre os elementos analisados estão conversas sobre temas regulatórios e a situação financeira do Master.
