O Lula (PT) defendeu o apoio a candidatos aliados na disputa pelo Senado no Rio de Janeiro. A manifestação ocorreu durante a defesa da candidatura do deputado federal Pedro Paulo (PSD) ao Senado. Durante encontro com artistas, no Rio, Lula afirmou que a composição da Casa será importante para um eventual quarto mandato e alertou para uma “crise sem precedentes” caso a esquerda não consiga formar maioria.
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O evento também foi marcado por vaias ao prefeito do Rio, Eduardo Paes, quando ele apoiou o nome de Pedro Paulo. Parte do público passou a gritar o nome da vereadora Mônica Benício (PSOL), que também disputa uma vaga no Senado.
Ao defender uma bancada alinhada ao governo, Lula criticou candidaturas de partidos de esquerda que, segundo ele, não teriam chances de vitória e poderiam prejudicar a eleição de aliados.
“Um governador de estado não cria caso com o presidente da República. Mas um senador atrapalha muito um presidente. Quem quiser errar que erre, mas vai pagar o preço de ter um cara oito anos infernizando a vida do governo”, afirmou Lula.
Na sequência, o presidente reforçou a necessidade de ampliar o número de aliados no Senado e relacionou o resultado eleitoral à estabilidade de um eventual novo governo.
“Não temos mais idade para brincar. O que está em jogo é muito serio. Se não fizermos maioria no Senado, a gente corre o risco desse país entrar em uma crise sem precedentes”, disse.
Benedita defende alianças
Também candidata ao Senado pela aliança de Lula no Rio, a deputada federal Benedita da Silva (PT) defendeu os acordos firmados pelo partido. Ela não citou diretamente Eduardo Paes durante o discurso.
“Não existe aliança com os iguais. Aliança se faz com os diferentes. O Rio de Janeiro está à mercê das milícias, dos comandos. Nós precisamos garantir ao presidente Lula e assinar embaixo dos acordos por nossas lideranças. Líder é para liderar. E o meu líder, Luis Inácio esta também esperando de nós, do estado do Rio, o nosso gesto”, disse Benedita.
