Cinco dos 10 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já têm acesso à cópia dos dados brutos extraídos pela Polícia Federal (PF) do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Até ontem (17), Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, André Mendonça e Luiz Fux haviam recebido o material.
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O compartilhamento começou com Zanin, que havia pedido a Edson Fachin que os arquivos fossem distribuídos aos demais integrantes da Corte. Depois de uma sequência de ofícios sobre o acesso às provas, a PF passou a fornecer o conteúdo diretamente aos ministros que formalizaram a solicitação.
Zanin, Gilmar e Moraes estiveram entre os primeiros a procurar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Os pedidos ocorreram na véspera do julgamento de 15 de setembro, quando o STF tentou iniciar a análise do relatório da PF sobre as mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes.
Na sessão, foram divulgadas conversas do banqueiro que mencionavam os filhos de Nunes Marques e Luiz Fux. Nunes Marques também pediu os arquivos à PF, mas ainda não recebeu a cópia. Mendonça e Fux fizeram as solicitações depois da divulgação das mensagens e receberam o conteúdo extraído do celular.
Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Edson Fachin, Kássio Nunes Marques e Flávio Dino ainda não receberam os dados.
Mendonça era responsável pela relatoria dos processos do Banco Master e das investigações sobre fraudes em descontos de benefícios do INSS. Em 12 de setembro de 2026, Fachin suspendeu temporariamente essas relatorias para levar ao plenário a discussão sobre os pedidos de investigação envolvendo Moraes e Mendonça.
A definição sobre o futuro dos processos ainda não ocorreu. Fachin não indicou que assumirá as relatorias, enquanto Mendonça permanece sem poder decidir sobre os casos até que a situação seja resolvida. A indefinição impede o avanço das decisões judiciais nos dois conjuntos de investigações.
