Celular de Vorcaro revela cobranças por R$ 35 milhões no Tayayá – Paulo Figueiredo

Mensagens mostram pressão por aportes e citam advogado ligado a Dias Toffoli

Conversas encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostram cobranças sobre aportes financeiros relacionados ao Tayayá Resort, em Ribeirão Claro, no Paraná.

Os diálogos fazem parte do material apreendido pela Polícia Federal nas investigações do caso Master. As mensagens citam ainda pessoas ligadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

Em uma das conversas, Vorcaro cobra o cunhado Fabiano Zettel sobre o destino de recursos relacionados ao empreendimento. “Onde tá a grana?”, pergunta o banqueiro. Zettel menciona valores de R$ 20 milhões pagos anteriormente e outros R$ 15 milhões.

As mensagens também citam o advogado Guilherme Lippi, que atuou para uma empresa ligada a Toffoli. Em 12 de março, Lippi procurou Vorcaro diretamente para tratar da transferência do fundo Arleen e se apresentou como sócio do Tayayá.

Em abril, Vorcaro encaminhou a Lippi o contato de Fabiano Zettel e mencionou a necessidade de um aporte em um Fundo de Investimento em Participações (FIP).

Detalhes da conversa sobre o Tayayá encontrada em celular de Vorcaro

No dia 24 de maio, o banqueiro voltou a cobrar o cunhado pela demora na operação. No dia seguinte, pediu que Zettel atendesse uma pessoa identificada como “Saulo” para “resolver um tema”.

A cobrança aumentou em agosto. No dia 14, Vorcaro questionou novamente: “Aquele negócio no Tayaya não foi feito?”. Ao perguntar o que ainda faltava para concluir a operação, ouviu de Zettel: “Que ele me diga pra quem passar”.

Poucos minutos depois, Vorcaro demonstrou irritação. “Me deu um puta problema”, escreveu. Em seguida, perguntou: “Onde tá a grana?”. Zettel respondeu que os recursos estavam “no fundo dono no Tayaya” e afirmou que R$ 15 milhões já haviam sido aportados, faltando apenas a transferência.

Vorcaro insistiu em saber quais operações que envolviam o resort já haviam sido realizadas. Mais tarde, encaminhou ao cunhado uma mensagem atribuída a Lippi: “Lippi acaba de dizer que ele quem está travando”.

O banqueiro reagiu: “Foda isso, viu”. Depois, escreveu: “Pqp”.

Informações reunidas posteriormente pela investigação apontam para duas parcelas, de R$ 20 milhões e R$ 15 milhões, relacionadas ao negócio que envolveu o Tayayá Resort.

Crédito Revista Oeste

Fontes – Link Original

Classificado como 5 de 5

Compartilhe nas suas Redes Sociais

Facebook
Twitter
WhatsApp

Parceiros TV Florida