O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça revelou nesta manhã (08) que foi “monitorado ilegalmente” pela Polícia Federal (PF) por mais de 30 dias. A afirmação consta na decisão em que determinou o afastamento do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.
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De acordo com Mendonça, a área de inteligência da corporação produziu ao menos 6 “relatórios” sobre sua atuação entre 3 e 31 de agosto de 2026. O ministro classificou a ação como “monitoramento sistemático” e “ilícito”. Os dossiês ilegais foram usados por Alexandre de Moraes para atacá-lo e acusá-lo de diversos crimes.
“Ao menos há mais de 30 dias este relator tem sido monitorado pela Polícia Federal. Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação”, escreveu. Mendonça também afirmou que a PF realizou “monitoramento e coleta dirigida” sobre ele e sobre Messias.
“Em segundo lugar, importa registrar que este relator foi submetido a monitoramento sistemático por parte da inteligência da polícia federal. Conforme consta do já mencionado Ofício 40/2026/GAB/PF, subscrito pelo Diretor-Geral da Polícia Federal, houve a produção de ao menos seis relatórios de inteligência produzidos pela UADIP/CINQ/CGRC/DICOR/PF, os quais teriam sido recebidos por referida autoridade entre os dias 3 e 31 de agosto de 2026. Ou seja, ao menos há mais de 30 dias este relator tem sido monitorado pela Polícia Federal. Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação”, escreveu Mendonça na decisão desta manhã.
Os dossiês ilegais produzidos pela PF foram utilizados por Moraes para apontar “fortes indícios” de crimes que teriam sido cometidos por Mendonça durante a relatoria das investigações sobre o escândalo do INSS e do Banco Master.
