O abaixo-assinado em apoio ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça ultrapassou 450 mil assinaturas nesta segunda-feira (7) e se aproxima da metade da meta estabelecida pelos organizadores. A iniciativa, criada para registrar manifestações públicas de apoio ao magistrado, pretende chegar a 1 milhão de adesões.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp
O contador disponível no site do movimento registrava 451.437 assinaturas no momento da consulta. A plataforma também indicava mais de 40 mil novas adesões somente nesta segunda-feira, com ritmo superior a 25 assinaturas por minuto. Os números são atualizados em tempo real.
A velocidade da mobilização aumentou nos últimos dias. No sábado (5), o documento tinha pouco mais de 34 mil assinaturas. No domingo (6), já havia ultrapassado 300 mil. Nesta segunda-feira, a marca chegou a mais de 450 mil.
O texto do abaixo-assinado declara apoio a Mendonça e manifesta compromisso com o Estado Democrático de Direito, a independência do Poder Judiciário e o respeito à Constituição. A adesão é voluntária e feita mediante cadastro. Segundo a plataforma, os dados pessoais dos participantes não são divulgados publicamente, apenas as estatísticas consolidadas.
São Paulo lidera adesões
São Paulo concentra o maior número de apoiadores, com 138.058 assinaturas, seguido por Rio de Janeiro (56.315) e Minas Gerais (42.054).
Na sequência aparecem Paraná (30.350), Santa Catarina (23.547), Rio Grande do Sul (22.047), Bahia (20.958), Distrito Federal (15.566), Pernambuco (14.147), Goiás (12.028), Espírito Santo (10.161) e Ceará (8.165).
Os números são apresentados pelo próprio site da mobilização, que informa divulgar apenas dados agregados por Estado.
Mobilização ganhou força após crise no STF
A crise ganhou força depois que Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal (PF) com informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e personagem central das investigações envolvendo o Banco Master. O material reúne mensagens e registros de contatos entre Vorcaro e Moraes e informações relacionadas ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.
A divulgação do relatório levou Moraes a apresentar um pedido de investigação contra Mendonça. O ministro apontou possíveis irregularidades na atuação do colega e citou suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
Fachin retirou pedido do inquérito
O pedido de Moraes não permaneceu no Inquérito das Fake News. O presidente do STF, Edson Fachin, retirou a solicitação daquele procedimento e determinou que a questão fosse analisada em outro processo, sob sua relatoria.
Fachin também determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido e estabeleceu prazo para as partes envolvidas apresentarem suas considerações.
CONFIRA O SITE DO ABAIXO-ASSINADO: https://apoioandremendonca.com/
