Empresários e economistas voltaram a discutir a criação de um manifesto para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) após a divulgação de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. As articulações ocorrem em grupos que reúnem representantes do setor privado e têm como principal alvo o presidente da Corte, Edson Fachin.
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A ideia é cobrar uma resposta institucional aos fatos revelados nas investigações e reforçar a necessidade de transparência e regras de conduta para os integrantes do Supremo. Ainda não há definição sobre o formato ou o momento de divulgação do documento.
Parte dos empresários defende aguardar os próximos passos de Fachin antes de decidir pela publicação. A avaliação é que a resposta do presidente do STF será determinante para definir a intensidade da mobilização.
As novas revelações reacenderam uma insatisfação que já havia se manifestado no fim de 2025. Na ocasião, um grupo de empresários, economistas e representantes da sociedade civil assinou o manifesto “Ninguém Acima da Lei”, que passou de 78 mil adesões e cobrava a criação de um código de conduta para os ministros do STF.
Entre os signatários estavam nomes como Arminio Fraga, Eugênio Mattar, Salim Mattar, Antonio Luiz Seabra, Guilherme Leal, Pedro Luiz Passos e Jayme Garfinkel.
A mobilização anterior também incluiu um ato realizado em março, na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), com participação presencial e transmissão pela internet. Apesar da pressão, a discussão sobre um código de ética para o Supremo não avançou.
Pressão aumenta
As novas informações sobre a relação entre Vorcaro e Moraes elevaram novamente a preocupação no meio empresarial. O conteúdo divulgado inclui dezenas de mensagens enviadas pelo banqueiro ao ministro, além de informações sobre o contrato de R$ 130 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.
O caso também expôs um conflito dentro do próprio STF. Após André Mendonça retirar o sigilo de documentos relacionados à investigação, Moraes pediu que o colega fosse investigado por possíveis irregularidades na condução de inquéritos sob sua responsabilidade.
Para empresários que acompanham as articulações, o episódio ultrapassou uma disputa entre ministros e passou a ser tratado como uma questão institucional.
