Em entrevista ao programa ALive nesta terça-feira (25), o candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro (RJ), Douglas Ruas, afirmou que há 17 anos existe no Estado uma “política de segurança pública” falha, baseada no sistema integrado de metas, que segue um “caminho que não entrega o resultado esperado pela população“.
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De acordo com o também deputado estadual, nenhum governador que passou pelo cargo teve coragem de admitir o erro, “não tiveram a coragem de fazer qualquer alteração nessa política de segurança pública” do Rio: “O sistema integrado de metas foi instituído em 2009, e ele acompanha 4 indicadores que não entregam o resultado que a população espera. É o roubo de veículo, roubo de carga e roubo a transeunte, nós estamos olhando apenas o sintoma e não olhamos a origem”.
O quarto indicador é o de “letalidade violenta”, que, segundo Ruas, é onde “começa o grande problema da segurança pública no estado do Rio de Janeiro”: “Esse indicador funciona como um estímulo ao não combate ao crime organizado, porque o estado classifica da mesma maneira o homicídio doloso praticado por um criminoso e a legítima defesa do policial pra defender a sua vida ou a vida de outro”.
“Se o policial for enfrentar o crime, tiver um confronto, o criminoso for a óbito, ele é punido administrativamente, ele perde pontos no ranking na sua avaliação de desempenho”, criticou. “O Estado vem premiando quem não combate o crime organizado nos últimos anos. É uma verdadeira hipocrisia, é como se você punisse o bombeiro por apagar o incêndio”.
“É isso que o estado vem fazendo nos últimos 17 anos. E nós vamos, a partir de janeiro de 2027, fazer essa devida correção, dar garantia aos nossos policiais pra que eles possam cumprir a sua missão, que é servir e proteger a população de bem”, completou o candidato ao governo do Rio.
Ainda de acordo com Douglas, essa mudança na dinâmica do governo, que será instituída caso seja eleito, vai auxiliar no combate aos narcoterroristas, pois, atualmente, alguns policiais “puxam o freio de mão” contra o crime para não serem punidos.
“O comandante do batalhão não quer ficar mal posicionado no ranking da segurança pública. Ele quer estar bem posicionado na avaliação de desempenho. Então ele segura, puxa o freio de mão da tropa pra não enfrentar o crime organizado”, exemplificou. “Porque se tiver um enfrentamento e o criminoso for a óbito, esse comandante do batalhão vai ser rebaixado”.
Em sua visão, o resultado dessa política pública fez com que os grupos narcoterroristas expandissem seu domínio territorial “por muitos bairros e comunidades que antes não conheciam a violência e que hoje convivem com a presença e exploração frequente das facções criminosas, que hoje atuam para além da venda de drogas”.
“Hoje eles exploram economicamente essas comunidades, esses bairros como um todo. As pessoas que moram nessas comunidades hoje, elas não têm a liberdade econômica de escolher o seu provedor de internet, o seu fornecedor de sinal de TV a cabo, onde vai comprar o botijão de gás”.
“Eu vou criar um indicador, e esse, sim, será o principal que vai nortear a diretriz de segurança pública e que vai orientar a avaliação de desempenho dos gestores da segurança pública, que são os comandantes de batalhão e delegados de polícia: a retomada dos territórios”, finalizou Ruas.
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