‘Queria estar com Flávio, mas não posso'”

ALive:

Em entrevista exclusiva ao programa ALive desta segunda-feira (17), Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, afirmou que buscou alianças com partidos de centro, como PP, União Brasil, Republicanos e Podemos, mas encontrou uma “pressão extraordinária” de “outros poderes da República” para barrar os acordos.

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Marinho citou notícias recentes tratando da interferência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do uso da Polícia Federal (PF) para coagir dirigentes partidários. “Lamentável que, na vida pública, a vontade política, a afinidade ideológica, a programática, a visão de país, ela seja sobrestada literalmente pela chantagem. Eu não vou afirmar que isso aconteceu, mas vários jornais noticiaram”.

“Eu posso dizer que de boas intenções o inferno está cheio. E havia uma disposição muito grande de que houvesse esse congraçamento no primeiro turno com diversos partidos, e infelizmente não se concretizou”, disse Marinho, citando seus esforços para articular um amplo arco de alianças.

Para o coordenador, a falta de adesão dos partidos e os movimentos obscuros indicam que “o sistema se uniu, de todas as formas, de todas as maneiras, porque a ameaça ao sistema é Flávio Bolsonaro”. Isso demonstra, segundo ele, que o candidato do PL é quem “vai de mudar de fato o que aí está”.

“Essa hipertrofia, ou seja, essa invasão de um Poder sobre os outros Poderes; esse clima que se vive no Brasil hoje de inquéritos intermináveis, de pessoas com receio de falar o que pensam, com pessoas que estão exiladas do nosso país”, exemplificou Marinho.

TODOS FORAM CHANTAGEADOS?

Claudio Dantas então questionou se Marinho ouviu — e de quem — que determinado partido gostaria de apoiar Flávio, mas não pode, como resultado dessa pressão. “Num desses seus contatos com caciques eleitorais, algum deles falou ‘Rogério, queria muito estar com vocês, com Flávio, mas não posso’?”. “Todos eles!”, respondeu o coordenador político da campanha do 01.

Marinho também lembrou que recebeu do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro a ‘missão’ de ajudar Flávio: “Na hora em que ele me pediu para ficar ao lado do Flávio nessa coordenação de campanha, eu realmente entendi o tamanho do desafio que nós tínhamos pela frente”.

O coordenador também destacou a estrutura do PL para a disputa deste ano. Segundo ele, o partido tem “no território nacional uma capilaridade e uma capacidade de organização regional para tracionar” votos maior do que em 2022, quando Jair disputou a reeleição.

O coordenador afirmou ainda que o PL conta atualmente com 22 candidatos aos governos estaduais e quase 50 candidatos ao Senado que apoiam Flávio. Desse total, 33 são do PL.

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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