“O Brasil prende pouco e prende mal”

Gaspar no ALive: Serei vice leal ao Brasil e a Flávio

O vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, Alfredo Gaspar, defendeu hoje (18) uma política de segurança pública mais dura contra o crime organizado e afirmou que o Brasil precisa ampliar o sistema prisional. “O Brasil prende pouco e prende mal”, disse durante evento da UNESC, em Brasília.

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Gaspar participou do encontro ao lado do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro. O candidato não esteve no evento e teve os dois aliados como representantes.

“Nós vamos criar 500 mil vagas em presídio, nós vamos criar cinco novos presídios federais”, afirmou Gaspar ao apresentar as propostas da campanha para a área de segurança.

Segundo o deputado, o próximo governo precisa enfrentar o crime organizado sem leniência. “Esse governo que está aí não tem a capacidade de fazer esse enfrentamento. Chega de leniência com a criminalidade do Brasil. Nós vamos fazer esse enfrentamento”, declarou.

Combate ao crime organizado

Gaspar também criticou a estrutura de segurança nas fronteiras brasileiras. Segundo ele, a falta de efetivo facilita a entrada de armas, drogas e mercadorias ilegais no país.

“É gritante. Hoje as nossas fronteiras têm um policial para cada 100 quilômetros, abertas para a entrada de armas, de drogas, de mercadorias ilegais”, afirmou.

O vice de Flávio disse que o combate ao crime organizado será uma das prioridades de um eventual governo do candidato.

“Então, o crime organizado, o combate ao crime organizado é a prioridade no meu plano de governo Flávio Bolsonaro”, afirmou.

Gaspar também associou a segurança pública à logística e ao ambiente de negócios. Para ele, o país precisa de segurança jurídica, regras estáveis e investimentos em infraestrutura.

“A logística requer desregulamentação da ação, a logística requer segurança jurídica, requer investimento em parcerias. O presidente Flávio Bolsonaro fará isso”, disse.

Estado menor

Na área econômica, Gaspar defendeu uma redução do tamanho da máquina pública. Ele criticou o excesso de cargos, a burocracia e o peso do Estado sobre empresas e cidadãos.

Segundo o vice, o governo Flávio Bolsonaro terá como referência um Estado “leve, digital e eficiente”.

“A máquina pública inchada, pesada, arcaica, burocrática, isso vai ser coisa do passado. Nós temos esse compromisso com o Brasil, que é um Estado leve, digital e eficiente”, afirmou.

Gaspar também criticou o excesso de regras e defendeu uma revisão da reforma tributária.

Entre os compromissos apresentados por ele, estão a “revisitação da reforma tributária”, a redução do tamanho do Estado e um pente-fino nas regras que, segundo ele, dificultam a atividade econômica.

Regras estáveis

Gaspar afirmou ainda que empresários e empreendedores precisam de previsibilidade para investir.

“Uma direção que os setores e empreendedores se sintam seguros, com regras claras e estáveis, e começar, continuar e, se precisar, terminar os seus serviços com as mesmas regras do início”, disse.

O deputado criticou a criação e o aumento de impostos durante o atual governo. Segundo ele, a política fiscal também contribuiu para o aumento da dívida pública e dos juros.

“O Brasil está com a dívida pública de R$ 10 trilhões, está com o maior juro real do mundo. Nós precisamos virar a chave e levar esse Brasil para uma outra direção”, afirmou.

Gaspar também disse que o setor de serviços terá prioridade na agenda econômica da campanha. Segundo ele, o segmento representa parcela relevante da economia e precisa de maior participação nas decisões do governo.

“O Brasil precisa prestigiar esse setor. 70% do PIB depende de vocês”, afirmou.

Respeito à Constituição

No fim do discurso, Gaspar defendeu respeito à Constituição e equilíbrio entre os Poderes.

“Nós teremos respeito e equilíbrio institucional, mas nós não iremos mover a coluna do povo brasileiro a quem quer que seja. O nosso limite, o nosso limiar, se chamará a Constituição da República”, declarou.

O vice de Flávio afirmou ainda que mudanças nas regras precisam respeitar o ordenamento constitucional e garantir segurança jurídica.

“As regras foram feitas para serem desmanchadas porque estão erradas, mas, se desmanchadas, imediatamente refeitas para durarem, ou mantidas também para durarem”, disse.

Gaspar encerrou o discurso com uma defesa da candidatura de Flávio Bolsonaro e afirmou que o projeto apresentado no evento tem como foco quem produz, presta serviços e trabalha.

“O Brasil do futuro tem começado no Brasil do presente e o Brasil vai vencer. Olhando sempre para quem produz, para quem presta serviço, para quem trabalha e para quem coloca a nação adiante”, afirmou.

Na sequência, Gaspar passou a palavra a Rogério Marinho, que também participou do evento como representante da campanha de Flávio Bolsonaro.



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