O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva da técnica agrícola Taís Simone Prado Leal, investigada pelos atos de 8 de Janeiro. A decisão foi tomada após o descumprimento de medidas cautelares e a ausência da investigada para cumprimento da monitoração eletrônica.
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Natural de Petrolina (PE), Taís é investigada por participação na invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
O mandado foi expedido depois que a Secretaria de Administração Penitenciária de Pernambuco (Seap-PE) não conseguiu localizar Taís para instalar a tornozeleira eletrônica determinada pelo STF.
Além disso, a investigada deixou de comparecer ao juízo responsável pelo acompanhamento das medidas cautelares.
Na decisão, Moraes afirmou:
“A acusada está deliberadamente desrespeitando as medidas cautelares impostas nestes autos, revelando seu completo desprezo por esta Suprema Corte e pelo Poder Judiciário, havendo indícios claros de evasão, em evidente risco à aplicação da lei penal. Assim, não resta alternativa diferente da decretação da prisão preventiva da ré, a qual se encontra em local incerto e não sabido.”
PF apontou novos elementos da investigação
Taís firmou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em março de 2024, quando confessou participação no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.
Em março de 2025, porém, Alexandre de Moraes revogou o acordo após a Polícia Federal extrair dados do celular da investigada.
Segundo a PGR, os novos elementos indicam que a participação de Taís nos atos foi mais ampla do que a relatada na confissão apresentada para firmar o acordo.
Geolocalização e mensagens
Entre as provas reunidas pela Polícia Federal estão registros de geolocalização que posicionam o celular da investigada na Esplanada dos Ministérios no dia 8 de janeiro de 2023.
Os investigadores também localizaram vídeos em que Taís aparece no local ao lado de outros manifestantes.
Segundo a investigação, ela informou que estava em Natal (RN) em 6 de janeiro e seguiria para Brasília dois dias depois.
A Polícia Federal também identificou mensagens enviadas pela investigada em 3 de janeiro. Em uma delas, Taís menciona os CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores) como uma possível forma de retirar o presidente Lula do cargo.
“Solução agora na minha opinião é os atiradores ajudar nós ou vão entregar suas armas? Os CACs?”