O Brasil vai ultrapassar a marca de R$ 2 trilhões em impostos arrecadados em 2026 no próximo sábado (27), segundo o Impostômetro, painel mantido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Essa será a primeira vez que o indicador alcançará esse patamar ainda no primeiro semestre do ano.
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A marca deve ser registrada às 9h09, seis dias antes do observado em 2025, quando o painel atingiu R$ 2 trilhões em 3 de julho. Em 2024, o mesmo valor foi alcançado apenas em 24 de julho. Em 2015, a marca só foi atingida em 9 de dezembro.
Apesar do crescimento acelerado da arrecadação, as despesas públicas continuam em trajetória elevada. Dados da plataforma Gasto Brasil mostram que os gastos não financeiros do setor público já se aproximam de R$ 2,7 trilhões em 2026.
De acordo com a ACSP, a antecipação do recorde reflete a combinação entre atividade econômica, inflação e ampliação da base tributária promovida pelo governo Lula.
Entre as medidas apontadas pela entidade estão a tributação de fundos exclusivos e offshores, mudanças nas regras das subvenções estaduais, a retomada da cobrança de tributos sobre combustíveis, a reoneração da folha de pagamento, a alta do IOF, o aumento da tributação sobre juros sobre capital próprio, o fim de benefícios fiscais para o setor de eventos e a tributação das apostas esportivas.