O Ministério do Esporte, então comandado por André Fufuca (PP-MA), liberou R$ 1 milhão para o Instituto Conhecer Brasil, entidade presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Os recursos tiveram origem em emendas parlamentares indicadas pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP). Em 2024, o parlamentar destinou R$ 2 milhões para projetos vinculados ao instituto. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, então sob comando de Luciana Santos (PCdoB), também autorizou repasses para a entidade.
No caso do Ministério do Esporte, os valores foram direcionados ao projeto “Lutando pela Vida”, voltado à oferta de aulas de jiu-jitsu em municípios do interior de São Paulo. Já os recursos liberados pela pasta da Ciência e Tecnologia foram destinados a ações de pesquisa e desenvolvimento em tecnologias digitais.
A destinação das verbas é alvo de uma investigação preliminar determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. A apuração foi aberta após representação apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
Além de Mário Frias, a investigação também alcança emendas parlamentares indicadas pelas deputadas e deputados Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS). A representação sustenta que os recursos teriam sido utilizados de forma indireta para beneficiar uma produção cinematográfica privada.
Produtor executivo e um dos roteiristas de Dark Horse, Mário Frias nega que recursos públicos tenham sido empregados na realização do filme.
A defesa apresentada ao STF afirma que não há elementos que demonstrem desvio de finalidade na aplicação dos recursos.
“Não há, nos autos, uma única prova sequer de que esses recursos tenham sido desviados para qualquer produção cinematográfica”, diz a manifestação.
O documento também contesta a tese de que a existência de endereço comum entre entidades envolvidas seja suficiente para indicar irregularidades.
Fufuca é considerado um dos principais aliados políticos do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas.
A investigação segue em fase preliminar no Supremo Tribunal Federal.