A BN Financeira, alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero deflagrada ontem (18), não tem autorização do Banco Central (BC) para funcionar como instituição financeira. A empresa tem como sócios Bonnie Toaldo Bonilha, esposa do enteado do senador Jaques Wagner, e Moises Dantas dos Santos.
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Criada em 2021, em Salvador (BA), a companhia tem capital social de R$ 45 mil. Segundo a Polícia Federal, o senador teria atuado em favor de interesses do Banco Master e do ex-sócio do banco, Augusto Lima, em troca de vantagens, como um apartamento de R$ 2,45 milhões e repasses a Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado de Wagner e marido de Bonnie. Ele atualmente ocupa o cargo de secretário do Meio Ambiente da Bahia.
Em decisão recente, o BC estabeleceu que “é vedado às instituições referidas no art. 1º utilizar, em sua nomenclatura, termo que sugira, literalmente ou por semelhança morfológica ou fonética, atividade ou tipo de instituição para a qual não tenha autorização de funcionamento específica.” As empresas têm prazo de adaptação até 28 de novembro de 2026.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou ontem a suspensão das atividades econômicas e financeiras da BN Financeira, da BN Representações Tecnológicas e da Epítome S.A.
“Segundo a representação, a empresa [BN] teria sido constituída como microempresa, com capital social reduzido e sem aparente estrutura operacional compatível com os valores movimentados, apesar de ter recebido ao menos R$ 3.500.000,00 da PKL One Participações S.A. A Polícia Federal sustenta que a empresa teria sido utilizada para conferir aparência de licitude a repasses financeiros supostamente desvinculados de prestação real de serviços, funcionando como veículo formal de recepção e dissimulação de vantagens indevidas”, diz a decisão de Mendonça.