O governoLula destinou R$ 80 milhões para divulgar a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A medida foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda análise do Senado.
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Lançada no início de maio com o slogan “tempo com a família”, a campanha tornou-se uma das maiores ações publicitárias da atual gestão federal.
Segundo levantamento divulgado pela Folha, os recursos foram executados pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) na produção e veiculação de peças publicitárias em diferentes plataformas. Os dados constam em registros do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e foram posteriormente confirmados pela própria secretaria.
O valor empregado na divulgação da proposta supera outras campanhas recentes do governo. O montante representa o dobro dos recursos utilizados para promover a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil.
A cifra também ultrapassa os R$ 45 milhões destinados à divulgação da nova edição do programa Desenrola Brasil.
De acordo com a Secom, não há previsão de ampliação dos recursos destinados às campanhas do fim da escala 6×1 e do Desenrola. A pasta informou que a divulgação ocorrerá em múltiplos meios de comunicação, incluindo televisão, internet e outros formatos de mídia.
A secretaria afirmou ainda que a distribuição das verbas segue critérios técnicos. Entre os fatores considerados estão audiência, perfil do público-alvo, abrangência geográfica e diversidade dos canais utilizados.
Pelo modelo adotado pelo governo, a Secom define os temas das campanhas e repassa os recursos para agências contratadas. Em geral, entre 5% e 10% do orçamento é destinado à produção de peças publicitárias, enquanto a maior parcela dos recursos é utilizada na compra de espaços em veículos de comunicação, plataformas digitais e redes sociais.
Nos últimos anos, a participação da publicidade digital no orçamento federal aumentou. A fatia destinada à internet passou de cerca de 20% para mais de 30% dos investimentos em campanhas, superando pela primeira vez os gastos com anúncios nas redes de televisão do SBT e da Band.