A eleição presidencial da Colômbia será decidida em 2º turno no dia 21 de junho de 2026. A votação realizada neste domingo (31) definiu os dois candidatos que seguem na disputa: o advogado e empresário Abelardo de La Espriella (à esquerda na foto), de direita, e o senador de esquerda Iván Cepeda (à direita na foto), aliado do presidente colombiano e ex-guerrilheiro Gustavo Petro.
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De La Espriella liderou o 1º turno com 43,74% dos votos, enquanto Cepeda recebeu 40,90%. O candidato que vencer o 2º turno governará a Colômbia até 2030.
Aos 47 anos, De La Espriella disputa pela 1ª vez um cargo eletivo. Advogado criminalista e membro do partido “Defensores de la Patria”, construiu sua campanha com foco em segurança pública, combate ao crime organizado e redução do tamanho do Estado. O candidato costuma citar como referências políticas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, e o presidente da Argentina, Javier Milei.
Sua candidatura ganhou força em meio às críticas de setores da sociedade ao governo Petro, especialmente nas áreas de segurança e economia. Durante a campanha, apresentou propostas voltadas ao endurecimento do combate às organizações criminosas e à revisão de políticas adotadas pela atual administração de esquerda.
Já Cepeda, de 63 anos, é senador e integra o partido Pacto Histórico, coalizão que sustenta o governo Petro. Filósofo de formação, foi deputado e exerce seu terceiro mandato no Senado. Também é conhecido por sua atuação em pautas ligadas aos direitos humanos.
Cepeda defende a continuidade das principais políticas do atual governo. Entre elas está a estratégia de “paz total”, baseada em negociações com grupos armados criminosos colombianos. A iniciativa recebeu apoio de aliados de esquerda, mas é alvo de críticas da oposição, que questiona seus resultados na área de segurança.
O senador também afirmou que pretende aprofundar reformas iniciadas por Petro, incluindo mudanças nas áreas trabalhista e previdenciária, além de retomar propostas para o sistema de saúde que não avançaram no Congresso. Segundo Cepeda, um eventual governo buscará diálogo com diferentes setores da sociedade para discutir os principais desafios do país.