Petista contestou fala emitida por Marco Rubio sobre crime organizado; Washington alega que grupos operam transações internacionais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que está triste com a decisão do governo dos Estados Unidos de rotular o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais. A manifestação ocorreu um dia depois de o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, confirmar as sanções em Washington.
“Eu tô muito triste hoje”, afirmou Lula.
Durante evento oficial, o governante brasileiro chamou o secretário estrangeiro de “um tal de Marco Rubio”. Lula afirmou que as facções roubam o povo e perturbam as famílias nas periferias. “Nós vamos combatê-los aqui dentro”, afirmou o presidente.
Lula argumentou que os faccionados diferem das ameaças internacionais que o presidente Donald Trump costuma monitorar. “Eles não são os terroristas que o Trump quer”, ponderou, ao citar o terrorrista Osama Bin Laden, morto em maio de 2011 por autoridades dos EUA.
Decisão norte-americana gera descontentamento de Lula
O Departamento de Estado dos EUA fixou o novo status jurídico e financeiro para os grupos do Brasil. O comunicado da Casa Branca revelou que as quadrilhas comandam milhares de integrantes e realizam ataques brutais na região.
O órgão estrangeiro detalhou que a influência das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e atinge o próprio território norte-americano. A medida passará a valer a partir de 5 de junho deste ano. Marco Rubio explicou que o governo usará todas as ferramentas administrativas disponíveis para asfixiar as receitas do narcotráfico.