Durante o programa ALive desta sexta-feira (29), o jornalista Paulo Figueiredo chamou a classificação do PCC e do CV como terroristas de “momento histórico” para o Brasil e afirmou que a reunião de Flávio Bolsonaro com Donald Trump nesta semana “destravou” a designação. Disse ainda que Lula (PT), junto com Joesley Batista, da J&F, tentaram impedir a classificação.
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As designações, segundo Figueiredo, “começaram a ser trabalhadas” tempos atrás por ele, pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e por Flávio, “na posição de presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado”.
Segundo o jornalista, a classificação dos grupos como terroristas era para ter saído no começo deste ano, mas alguém do Departamento de Estado vazou a informação para o Itamaraty brasileiro: “O chanceler Mauro Vieira entrou em desespero, ligou para o secretário Marco Rubio em um domingo à noite, desesperado, e pediu que ele segurasse, dizendo que o Lula entraria em contato com o Trump caso ele não segurasse para reverter”.
“O Rubio segurou porque queria tratar isso diretamente com o Trump para dar a ele a possibilidade. Tratou, o Trump estava para dar o sinal verde”, explicou Figueiredo. “O que aconteceu? O Lula foi atrás do Joesley Batista, que resolveu também fazer lobby para traficantes, e o Joesley Batista resolveu ligar para o Trump e marcou aquela reunião”.
A reunião a que o jornalista se refere é o encontro entre o petista e o republicano, que aconteceu no dia 7 deste mês na Casa Branca.
“Mais uma vez, a designação que era para acontecer naquele momento foi segurada pelos lobistas traficantes que a gente tem hoje ocupando a presidência da República do Brasil”, afirmou o jornalista.
De acordo com Figueiredo, o “ponto central” da reunião desta semana entre Flávio e Trump era “destravar a designação” do PCC e do CV como grupos terroristas pelos EUA, já que, do “ponto de vista técnico” e do “ponto de vista de convencimento” do 1º e 2º escalão do governo Trump, o processo já estava pronto.
“Então, o que nós precisávamos? Nós precisávamos destravar com o homem mais poderoso do mundo. Não era um feito fácil, mas o prestígio que a gente desenvolveu aqui, junto com o prestígio do próprio presidente Bolsonaro e, consequentemente, da família [Bolsonaro], com o presidente Trump, permitiram que essa visita histórica acontecesse”, explicou o jornalista.
Na noite de ontem (28), após a visita de Flávio aos EUA, o governo norte-americano atendeu ao pedido do pré-candidato à Presidência e classificou o PCC e o CV como “organizações terroristas estrangeiras” e “terroristas globais”.
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