Alcolumbre prioriza CPI da Pedofilia e deixa caso Master em segundo plano

Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Foto: Agência Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse ontem (26), no plenário da Casa, que vai instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia. O colegiado terá como objetivo investigar crimes cometidos contra crianças e adolescentes, incluindo pedofilia e abuso on-line.

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Alcolumbre solicitou que líderes partidários indiquem senadores para compor a comissão. A CPI foi criada em agosto, mas ainda não começou a funcionar por falta de integrantes.

A proposta foi apresentada pelo senador Magno Malta (PL-ES) e outros parlamentares, em agosto de 2025, após o influencer Felca publicar vídeo no YouTube denunciando a exploração de crianças e adolescentes criadoras de conteúdo nas redes sociais e plataformas de vídeos.

“O senador Magno Malta [PL-ES] tem cobrado a Presidência do Senado para que se entre em contato com os líderes a fim de que façam as indicações pelas suas bancadas”, afirmou Alcolumbre. “A Secretaria-Geral da Mesa do Senado vai encaminhar correspondência para as lideranças para que possamos instalar a CPI o mais rápido possível”.

A comissão será composta por 11 membros titulares e 7 suplentes, com prazo de funcionamento de 180 dias e limite de despesas de R$ 400 mil. O pedido de criação foi apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pelos senadores Jaime Bagattoli (PL-RO) e Magno Malta (PL-ES).

O anúncio ocorre em meio a outras sete solicitações de CPI em tramitação no Senado, incluindo pedidos relacionados ao chamado caso Master. Questionado por jornalistas, Alcolumbre afirmou que a decisão levou em conta o tempo de espera das propostas.

“A CPI da Pedofilia é uma solicitação há muito tempo do senador Magno Malta”, disse o presidente do Senado.

Na semana passada, Alcolumbre chegou a ser pressionado por parlamentares a instalar uma comissão sobre a instituição de Daniel Vorcaro. No entanto, o senador afirmou que a definição cabe à presidência e não fez a leitura do pedido. “Requerimentos de leituras de matérias devem ser objeto de despacho da presidência. Portanto, o momento da leitura é um ato discricionário [uma escolha] da presidência da mesa do Congresso Nacional”, afirmou.



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