Trump decide enviar 5 mil soldados à Polônia após alerta sobre Rússia

Trump: EUA começarão ataques terrestres contra cartéis

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (21), por meio das redes sociais, o envio de 5 mil soldados americanos para a Polônia. A informação foi publicada na Truth Social, onde o republicano afirmou que a medida reforça a cooperação bilateral entre os países.

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A decisão ocorre em meio a tensões com aliados da Otan, que têm sido cobrados por Trump por maior engajamento militar, além de críticas da Casa Branca sobre o nível de apoio europeu às ações dos EUA no cenário internacional e ao conflito envolvendo o Irã.

O anúncio também foi feito um dia após o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, alertar que a guerra provocada pela Rússia na Ucrânia pode exigir uma resposta mais dura da aliança militar ocidental.

“Com base na bem-sucedida eleição do agora presidente da Polônia, Karol Nawrocki, que tive orgulho de apoiar, e em nossa relação com ele, tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos enviarão mais 5 mil soldados para a Polônia”, publicou Trump na rede.

Nesta sexta (22), Tusk reagiu em post no X e agradeceu o reforço militar norte-americano: “Agradeço a todos os envolvidos nesta questão, ao presidente (da Polônia) Nawrocki, aos ministros, aos congressistas e aos amigos da Polônia nos EUA pela sua eficácia e unidade de ação”.

A Polônia afirma ser alvo crescente de ações de espionagem e sabotagem russa, em razão de seu papel estratégico no fornecimento de armamentos à Ucrânia desde o início da invasão ao país de Volodymyr Zelensky. O país já projeta destinar 4,8% do PIB à defesa neste ano, o maior percentual entre os membros da Otan, e mantém posição de alinhamento com Washington. No fim do ano passado, cerca de 85 mil militares dos Estados Unidos estavam distribuídos pela Europa.

Durante reunião com chanceleres da Otan, a ministra das Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergard, afirmou nesta sexta que o cenário atual gera incertezas sobre a presença militar americana no continente. Ela comentou declarações anteriores de Trump sobre a redução de tropas na Europa, incluindo a retirada de cerca de 5 mil militares.

Representantes da Holanda, Noruega e Letônia defenderam coordenação entre os aliados e afirmaram que eventuais ajustes devem ser tratados de forma estruturada. Já a Finlândia reforçou que os EUA seguem como pilar central da Otan.

“Os Estados Unidos não estão se retirando, pelo contrário”, afirmou a ministra finlandesa Elina Valtonen.

Em discurso aos aliados, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, negou contradições na política militar de Trump. “Os Estados Unidos têm compromissos globais e reavaliam constantemente a presença de tropas. O posicionamento das Forças não é uma decisão política”, afirmou.



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