O Poder360 diz que, na reunião secreta de 4 de dezembro no Planalto, Lula aconselhou Daniel Vorcaro a não vender o Banco Master ao BTG. O encontro, como todos sabem, foi intermediado por Guido Mantega e contou com a presença de Gabriel Galípolo e Alexandre Silveira. Galípolo já estava indicado para substituir Roberto Campos Neto, que não foi sequer informado da agenda.
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Como todos sabem, Vorcaro esteve ao menos quatro vezes no Planalto. Todos sabem também que Mantega conseguiu o emprego no Master a pedido do próprio Lula e por influência de Jaques Wagner sobre Augusto Lima. Da mesma forma, não é segredo para ninguém que o presidente da República foi pessoalmente a Minas Gerais inaugurar a planta da farmacêutica Biomm, que tinha Vorcaro como principal acionista.
Já está nos anais da história que o pulo do gato do Master foi o Credcesta, um negócio bilionário envolvendo cartões de benefício consignado entregue a preço de banana por Wagner e Rui Costa na Bahia, a Vorcaro e Lima. E, hoje, o UOL traz detalhes do plano B (o A era o BRB) do banqueiro para repassar a André Esteves o Master a custo zero, numa solução de mercado que contava com o aval do FGC e até do Banco Central. Lula, porém, foi contra.
A cada fato novo é preciso repisar tudo o que já se sabe da relação do Master com o PT, especialmente via Augusto Lima, que deixou o banco em 2024, mas voltou informalmente em 2025 para ajudar nas tratativas com o governo Lula e o Banco Central de Galípolo.
Claro está que o banco de Vorcaro tem DNA lulopetista e que sua manutenção contou com apoio de agentes do mercado alinhados com o Planalto, até o ponto em que já não era possível mais salvá-lo, tornando a liquidação, não só necessária, como urgente para abafar um escândalo com potencial de devolver Lula para a cadeia. Parece que só a PF não sabe disso.