Kakay diz que empresa ligada a Ciro recebeu R$ 300 mil mensais de Master

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que a empresa da família do senador Ciro Nogueira (PP-PI), responsável pela compra de um triplex de R$ 22 milhões em São Paulo, recebeu pagamentos mensais de aproximadamente R$ 300 mil de uma empresa ligada ao grupo Master por cerca de dois anos.

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A declaração foi dada hoje (11), durante entrevista ao Metrópoles. Kakay atuava na defesa de Ciro Nogueira, mas deixou o caso logo após o término da entrevista, em comum acordo com o senador.

Segundo o advogado, os pagamentos eram destinados à CNLF Empreendimentos Imobiliários, holding patrimonial da família Nogueira. O valor citado coincide com montante mencionado em mensagens apreendidas pela Polícia Federal, investigadas como possível propina ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

“Essa empresa [CNLF] fez um negócio com uma determinada empresa do grupo Master e esse negócio rendeu, durante um período, perto de R$ 300 mil por mês, que eram depositados nas contas da empresa do Piauí. Nenhum tostão foi retirado, não tem um tostão nas contas do Ciro Nogueira”, disse Kakay.

Mais adiante, o advogado afirmou que a empresa da família do senador “recebeu esse dinheiro” durante aproximadamente dois anos. Ele não especificou qual empresa do grupo Master realizou os pagamentos.

A CNLF Empreendimentos Imobiliários comprou, em julho de 2024, um triplex de 514 metros quadrados na Rua Oscar Freire, em São Paulo, por R$ 22 milhões. A operação ocorreu três meses após a empresa se tornar sócia do fundo Green Investimentos, ligado ao grupo de Vorcaro.

Segundo a Polícia Federal, a CNLF adquiriu 30% de participação em ativos da Green Investimentos por R$ 1 milhão, embora os ativos fossem avaliados em R$ 13 milhões. Para os investigadores, houve “vantagem negocial” de R$ 12 milhões em empreendimento ligado à família Vorcaro.

A PF também aponta que, 26 dias após adquirir o imóvel, Ciro apresentou no Senado a chamada “emenda Master”, que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A investigação sustenta que o texto teria sido elaborado pela assessoria do próprio banco.

A emenda não avançou no Congresso. O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, após o avanço da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes no sistema financeiro.



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