O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (8) que a declaração em que chamou o senador Ciro Nogueira (PP-PI) de “vice dos sonhos” foi apenas uma “cortesia” ao aliado político.
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Em entrevista à CNN, o parlamentar disse que ainda não há definição sobre quem poderá compor uma eventual chapa presidencial e que a discussão será feita apenas mais adiante, durante as convenções partidárias.
“Em questão de vice, é especulação. Em uma entrevista lá atrás, eu comentei mais em termos de cortesia para ele”, declarou.
Flávio também afirmou que, neste momento, prefere que a vaga de vice seja ocupada por uma mulher com experiência política e capacidade de agregar à candidatura.
“As pesquisas têm indicado minha preferência por uma vice-presidente mulher”, afirmou o senador.
As declarações foram dadas um dia após Ciro ser alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para investigar suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master.
Segundo a decisão judicial que autorizou buscas e apreensões, investigadores apuram se o parlamentar teria atuado em favor do banqueiro Daniel Vorcaro em troca de vantagens econômicas indevidas.
O caso está sob relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, indicado à Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ao comentar a investigação, Flávio afirmou lamentar a situação envolvendo o presidente do Progressistas, mas declarou confiar na atuação do relator.
“O senador Ciro Nogueira pelo menos tem a sorte de ter na relatoria do seu caso um ministro que vai cumprir a lei”, disse.
Apesar de minimizar a possibilidade do presidente do PP ocupar a vice, Flávio afirmou que mantém conversas com a federação formada por PP e União Brasil e considera importante ampliar alianças para a disputa presidencial de 2026.
Em nota, Ciro Nogueira (PP-PI) negou irregularidades e afirmou ser alvo de tentativas de desgastar sua imagem pública. A defesa do senador também declarou que ele está à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades e criticou medidas investigativas baseadas em trocas de mensagens atribuídas a terceiros.