A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiram refazer conjuntamente a delação premiada do empresário Maurício Camisotti, investigado no caso da Farra do INSS. A informação é da CNN Brasil.
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A medida foi tomada após a PF identificar “inconsistências” nas declarações apresentadas pelo empresário no acordo inicial de colaboração. Diante disso, a corporação solicitou a retomada das tratativas.
A PGR confirmou que concorda com a revisão do acordo, mas ressaltou que “é necessária a participação do órgão nas tratativas”.
Camisotti foi preso em setembro do ano passado, no mesmo período de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Os dois seguem presos e são apontados como principais operadores do esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas.
O empresário é citado como operador financeiro das entidades envolvidas na chamada “Farra do INSS”. Segundo a CPMI do INSS, ele atuava na articulação entre associações e empresas responsáveis por viabilizar cobranças ilegais.
De acordo com a PF, Camisotti integra o chamado “núcleo financeiro” do esquema e é apontado como um dos principais beneficiários das operações investigadas.