O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou que pretende rever o programa Bolsa Família para condicionar o benefício à busca por emprego.
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A declaração foi feita neste domingo (4), durante entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band. Segundo ele, o programa será mantido, mas com mudanças nos critérios de permanência.
“Bolsa Família e programas sociais são importantíssimos. Nós vamos manter para quem precisa. Sabemos que tem muita fraude, que eu vou combater. E também não vou pagar auxílio do governo, Bolsa Família, para os marmanjões, que é o que mais está crescendo no Brasil. Nós estamos criando uma geração de imprestáveis”, disse.
Zema afirmou que há vagas com carteira assinada disponíveis no mercado de trabalho e que parte dos beneficiários opta por não buscar emprego formal.
“Há vagas com carteira assinada, e marmanjão fica em casa, nas redes sociais, na Netflix, e prefere receber o auxílio governamental, não estuda, não trabalha, vive às custas do governo, e de vez em quando, faz um bico para complementar a renda”, declarou.
Segundo o ex-governador, a proposta prevê que o beneficiário receba ofertas de emprego e tenha limite para recusas. Após isso, poderia perder o acesso ao programa.
Ele também afirmou que o modelo atual incentiva a informalidade. “Hoje nós temos um incentivo a essa informalidade, à perpetuação desta situação, em que o pai já viveu assim e o filho está aprendendo a viver. Ele ganha com os bicos mais R$ 1.000, não tem nenhum compromisso com horário e aprendizado. Daqui a 10 ou 15 anos, ele continuará totalmente desqualificado como está hoje”, disse.
Zema também comentou declarações recentes sobre trabalho de jovens. Após críticas, afirmou que defende ampliar oportunidades dentro das regras legais.
“Educação e trabalho digno são o que formam caráter, disciplina e futuro. No Brasil, isso já é permitido a partir dos 14 anos como aprendiz, mas precisamos ampliar essas oportunidades com proteção, sem atrapalhar a escola, como já acontece em muitos países desenvolvidos. Agora, vamos falar a realidade aqui: milhões de jovens já trabalham hoje na informalidade, sem regra e nenhuma proteção”, afirmou.