O aumento no preço do querosene de aviação, anunciado pela Petrobras, deve afetar diretamente a operação das companhias aéreas e a oferta de voos no país. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (1) pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
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Segundo a entidade, o reajuste — superior a 50% — tende a limitar a expansão do setor. “A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, afirmou a associação.
A Abear também destacou que o aumento amplia a pressão sobre os custos operacionais, elevando o risco de repasse ao consumidor. “O combustível passa a responder por uma parcela significativa dos custos das companhias aéreas”, informou.
A entidade explicou que, apesar da produção majoritariamente nacional, o preço segue parâmetros externos.
Para a associação, esse modelo expõe o setor a variações externas e dificulta o planejamento das empresas. Diante disso, a Abear defendeu mudanças estruturais.
“É necessário implementar mecanismos que diminuam os impactos do aumento do QAV, garantindo o desenvolvimento do transporte aéreo, a conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações”, concluiu.