O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu nesta quarta-feira (18) um inquérito para investigar o rebaixamento de três funcionários da Caixa Econômica Federal que se posicionaram contra a compra de R$ 500 milhões em letras financeiras do Banco Master, em 2024.
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Leonardo Silva, Mariangela Fraga e Daniel Gracio atuavam como gestores de fundo na Caixa Asset, braço de investimentos da instituição. Eles emitiram parecer contrário à operação em 5 de julho de 2024. Três dias depois, em 8 de julho, perderam suas funções.
Segundo o MPT, a apuração tem relação com o acordo firmado pela Caixa em 2022, após denúncias envolvendo o então presidente Pedro Guimarães, que previa medidas para prevenir assédio e irregularidades no ambiente de trabalho.
A Caixa terá até o dia 26 para responder aos questionamentos do órgão.
Histórico da operação
A operação envolvendo o Banco Master foi alvo de questionamentos internos antes de avançar.
Em outubro de 2024, o Tribunal de Contas da União (TCU) multou em R$ 10 mil o ex-diretor da Caixa Asset Igor Macedo Laino. O relator do caso, ministro Antonio Anastasia, apontou que o gestor ignorou pareceres técnicos que indicavam riscos na operação.
Entre os pontos levantados estavam baixa liquidez, prazo elevado, concentração atípica e necessidade de análises adicionais.
Posicionamento da Caixa
Após a liquidação do Banco Master, em novembro de 2024, o presidente da Caixa, Carlos Vieira, afirmou que não era razoável transformar o episódio em “uma questão midiática”.
A assessoria da Caixa foi procurada e não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.