O BTG Pactual, de André Esteves, sofreu um ataque hacker no domingo (22) e suspendeu temporariamente as operações via Pix para todos os clientes. Durante a invasão, criminosos desviaram R$ 100 milhões.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp
Os valores foram transferidos para contas em instituições como Banco Inter, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, PicPay, Itaú e Mercado Pago. Em seguida, foram convertidos em criptomoedas, o que dificulta a recuperação.
No entanto, segundo informações do g1, a maior parte dos recursos já foi recuperada. Ainda restam entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões a serem localizados.
Em nota, o BTG afirmou ter identificado “atividades atípicas” relacionadas ao Pix e suspendeu o serviço como medida de precaução. O banco declarou ainda que não houve acesso a contas de clientes nem exposição de dados.
Os valores desviados pertenciam ao próprio BTG e estavam mantidos junto ao Banco Central (BC). As operações via Pix foram interrompidas enquanto o caso segue sob investigação.
Apurações preliminares indicam possível ligação com o grupo responsável pelo ataque à C&M Software em 2025, que resultou no desvio de ao menos R$ 813 milhões. A empresa atua na integração de sistemas de instituições financeiras com a infraestrutura do BC.
LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DO BTG:
“O BTG Pactual informa que identificou na manhã deste domingo (22/03) atividades atípicas relacionadas ao PIX. O banco esclarece que não houve acesso a contas de clientes e nenhum dado de correntista foi exposto. Enquanto investiga o caso, por medida de precaução, as operações por PIX estão suspensas. O BTG Pactual reforça, ainda, que a segurança das informações é prioridade e está disponível em caso de dúvidas em seus canais de atendimento.”