O vereador de Balneário Camboriú Jair Renan Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), manifestou nesta sexta-feira (13) preocupação com a saúde do pai, atualmente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília.
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“É desesperador ver o que estão fazendo com ele. Por questões humanitárias, ele deveria estar em casa, em prisão domiciliar, recebendo o tratamento que sua saúde exige”, afirmou Jair Renan em publicação nas redes sociais, pedindo ainda orações aos apoiadores.
O ex-presidente foi levado ao hospital após passar mal durante a madrugada, enquanto cumpria pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Segundo boletim médico, Bolsonaro apresenta broncopneumonia bacteriana bilateral, com sintomas como febre alta, calafrios, sudorese e queda na saturação de oxigênio.
O quadro pulmonar é classificado como grave, com provável origem aspirativa — quando secreções ou conteúdo do trato digestivo atingem os pulmões, provocando infecção. Ele recebe antibióticos intravenosos e acompanhamento clínico com suporte não invasivo.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), outro filho do ex-presidente, também visitou Bolsonaro no hospital e descreveu seu estado de saúde como mais delicado do que em internações anteriores.
“Essa foi a vez que ele chegou aqui no estado mais crítico em relação à quantidade de líquido infectado por bactéria dentro do pulmão dele”, disse, criticando a forma como a situação vem sendo conduzida pelas autoridades.
Ele reforçou o pedido para que o pai cumpra a pena em prisão domiciliar por razões humanitárias.
Durante a visita, Flávio mencionou dificuldades de equilíbrio enfrentadas pelo pai, atribuídas aos efeitos de medicamentos utilizados para controlar crises de soluço.
“O meu pai não passou num teste simples de equilíbrio, de botar um pé na frente do outro e se manter em pé”, relatou.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a presença de familiares próximos para acompanhar o ex-presidente.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na ala especial do 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo da Papuda, destinada a presos com prerrogativas especiais, como policiais e autoridades.
O histórico de problemas de saúde do ex-presidente remonta ao atentado a faca durante a campanha presidencial de 2018, que resultou em diversas cirurgias e internações ao longo dos anos.