A Procuradoria-Geral do Irã emitiu um alerta formal a cidadãos que vivem no exterior informando que seus bens no país poderão ser confiscados caso colaborem com governos considerados inimigos.
O comunicado afirma que o apoio ou cooperação com o que o regime descreve como “agressor americano-sionista” resultará na perda de propriedades e em outras sanções legais.
Segundo o governo, as punições podem ir além da esfera patrimonial. O comunicado afirma que ações consideradas operacionais em benefício de Estados Unidos, Israel ou agentes associados que atinjam a segurança nacional poderão ser punidas com pena de morte.
A decisão ocorre em meio ao aumento das tensões no país e amplia o controle legal sobre cidadãos que vivem fora do território iraniano.
A medida foi anunciada após manifestações realizadas por iranianos da diáspora em diferentes países.
Protestos ocorreram em cidades da Europa, América do Norte e Austrália. Nos atos, manifestantes criticaram o regime e reagiram a episódios recentes envolvendo o governo iraniano.
O cenário de instabilidade no país também foi agravado após um ataque ocorrido em fevereiro que resultou na morte de 168 crianças em uma escola.
Enquanto analistas independentes e parlamentares norte-americanos levantaram a hipótese de participação de forças dos Estados Unidos, o governo do ex-presidente Donald Trump atribuiu a responsabilidade ao próprio país do Oriente Médio.
Medidas de controle relacionadas ao conflito também foram adotadas em outros países da região. O Catar informou recentemente a detenção de mais de 300 pessoas por publicações em redes sociais relacionadas à escalada militar e orientou a população a utilizar apenas fontes oficiais de informação.