Após eleição na Bolívia, presa política de direita deve ser solta por determinação da suprema corte, entenda

Reprodução/ Redes Sociais

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O Tribunal Supremo da Justiça (TSJ) da Bolívia determinou nesta sexta-feira, dia 22, a revisão da prisão da ex-presidente Jeanine Áñez. Em 2021, policiais bolivianos prenderam a opositora do regime socialista depois de ela se declarar presidente do país em razão da renúncia de Evo Morales. Os juízes também terão que revisar as prisões preventivas do advogado Luis Fernando Camacho e do ex-candidato à vice-presidência Marco Pumari. O governo de esquerda da Bolívia os acusa de conspiração, sedição e terrorismo. A denúncia contra os políticos surgiu a partir de um bloco de deputados do Movimento ao Socialismo, partido de Morales e do atual presidente, Luis Arce. O presidente do TSJ, Romer Salcedo, ordenou que a análise seja feita imediatamente. A determinação ainda destaca que a revisão deve ocorrer em todos os processos que envolvam os três, conforme as atribuições constitucionais e legais dos magistrados bolivianos.

A eventual reavaliação das medidas cautelares pode culminar em soltura, a depender da decisão de cada juiz. Jeanine Áñez foi condenada a 10 anos de prisão no caso conhecido como Golpe de Estado II. Já Camacho e Pumari seguem detidos preventivamente no processo chamado Golpe I. O julgamento dos dois permanece suspenso até que o Tribunal Constitucional determine se a acusação de terrorismo corresponde ao que está previsto na Constituição da Bolívia. “Todas as autoridades, de maneira imediata e dentro das faculdades constitucionais, em um prazo de 24 horas, procedem na verificação do cumprimento do prazo”, afirma o documento da Justiça, segundo o jornal boliviano El Deber.


A medida do TSJ ocorre um dia após a divulgação dos resultados finais das últimas eleições, que levaram a direita ao segundo turno no país. Entre os principais nomes da oposição estão Rodrigo Paz, senador de centro-direita pelo Estado de Tarija, e o ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga. Enquanto a direita cresce na Bolívia, o campo da esquerda enfrenta um cenário de enfraquecimento. O país vive inflação acima de 20%, queda nas reservas internacionais e desabastecimento de combustíveis, fatores que agravam a crise política e econômica.
Fonte: Revista Oeste


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