PL reivindicará 7 comissões na Câmara, diz Sóstenes

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o partido pretende reivindicar o comando de sete comissões permanentes da Casa a partir de 2027. A declaração foi feita após reunião da legenda em Brasília, na terça-feira (3), em meio às articulações para a eleição da presidência da Câmara, prevista para fevereiro do próximo ano.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Segundo Sóstenes, o número foi definido com base na proporcionalidade da bancada e no espaço que o partido considera ter direito na estrutura legislativa. A sigla, que contará com 121 deputados na próxima legislatura, ainda não decidiu quais colegiados pretende comandar.

O líder ressaltou que a distribuição das presidências dependerá das alianças que serão formadas para a eleição da Mesa Diretora. Ele também afirmou que o PL considera disputar os espaços mesmo sem integrar um bloco parlamentar.

“Estando no bloco é uma ordem de pedidas, estando fora do bloco é outra ordem de pedidas”, declarou.

Apesar da reivindicação, o Regimento Interno da Câmara não assegura automaticamente ao partido a presidência dos sete colegiados. A proporcionalidade é utilizada para orientar a distribuição das vagas, mas os presidentes das comissões são escolhidos por votação entre os integrantes de cada uma delas.

A definição sobre o posicionamento do PL na disputa pelo comando da Câmara foi adiada para 11 de novembro. Até lá, a direção pretende ouvir os 32 deputados eleitos que ainda não integram a atual bancada. Sóstenes afirmou que o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, respeitará a decisão dos parlamentares.

O impasse envolve o eventual apoio à reeleição do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Enquanto parte da bancada defende uma aproximação com o paraibano, outros integrantes consideram que o partido deve preservar sua independência política, mesmo que isso implique abrir mão de espaços na estrutura da Casa.

“Estar isolado em um primeiro momento não significa uma má estratégia”, afirmou Sóstenes. O deputado também disse que o PL não pretende apoiar uma candidatura sem obter contrapartidas políticas.

“Hoje o PL é uma grife nacional e nós não vamos jogar o nome do PL na lama, sem nenhum tipo de contrapartida aos nossos eleitores”, declarou.

Disputa pela CCJ

A discussão sobre a distribuição dos espaços também envolve a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma das mais importantes da Câmara. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que prefere abrir mão de disputar a presidência do colegiado a apoiar a recondução de Hugo Motta.

Sua opinião sobre esta matéria importa.



Fontes – Link Original

Classificado como 5 de 5

Compartilhe nas suas Redes Sociais

Facebook
Twitter
WhatsApp

Parceiros TV Florida