PL lança hoje Rogério Marinho à Presidência do Senado – Claudio Dantas

O PL anuncia na manhã desta quarta-feira (04), às 11h, a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal. A decisão sobre a disputa de 2027 foi confirmada após reunião de lideranças do partido com o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, na terça-feira (03).

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Já na Câmara, a sigla ainda não chegou a um consenso sobre apoiar a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) ou lançar uma candidatura própria. A definição foi adiada para a próxima quarta-feira, quando a bancada se reunirá novamente, desta vez com a participação dos novos deputados eleitos em outubro.

Após o encontro, o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), afirmou que a candidatura de Marinho terá apoio integral da bancada e que o partido pretende buscar alianças com outras legendas para enfrentar o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

“Foi uma conversa entre líderes para alinharmos o anúncio que será feito amanhã de lançamento e apoio total, irrestrito, todos irmanados com a candidatura de Rogério Marinho. Vamos, inclusive, construir isso junto com outros partidos”, afirmou Portinho.

Portinho também fez críticas a Alcolumbre e acusou o presidente do Senado de sofrer pressões do Supremo Tribunal Federal (STF). Para o parlamentar, a eleição deve servir para garantir maior independência do Legislativo em relação ao Judiciário: “A gente não pode mais ter na Casa um presidente que tem um rabo preso, porque isso atrapalha a independência e mexe com a harmonia, porque cria uma subserviência entre um poder e outro. No caso eu me refiro ao poder judiciário, especialmente ao STF”.

Questionado sobre a possibilidade de integrantes do PL apoiarem Alcolumbre, Portinho afirmou não acreditar em dissidências, embora tenha reconhecido que o atual presidente mantém interlocução com parlamentares da oposição.

O senador também mencionou a participação de Tereza Cristina (PP-MS) nas articulações e afirmou que ela poderá integrar uma composição com Marinho. Segundo Portinho, a parlamentar tem participado das reuniões do grupo e poderá contribuir para a construção de uma candidatura conjunta.

Para vencer no Senado, um candidato precisa de 41 votos, caso haja quórum completo. A partir de fevereiro do próximo ano, o PL terá 29 senadores. Com os três parlamentares eleitos pelo Novo, que também rejeitam apoiar Alcolumbre, Marinho parte de uma base de 32 votos.

Na Câmara, por outro lado, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que ainda não é possível identificar uma posição majoritária da bancada. Segundo ele, a direção partidária decidiu aguardar uma reunião com todos os deputados, incluindo os novos parlamentares eleitos, antes de definir se apoiará Motta ou apresentará um nome próprio.

“Nós ainda faremos, na próxima semana, na quarta-feira, uma reunião com toda a bancada para ouvir o sentimento, inclusive dos novos eleitos, porque a gente não pode tomar uma decisão nessa legislatura que vai impactar no dia 1º de fevereiro”, afirmou.

Sóstenes disse que o partido não descarta ficar fora de uma composição para a Mesa Diretora caso considere que os termos negociados não atendem aos interesses da legenda.

Ele ressaltou que a preocupação principal é a resposta que o PL dará aos eleitores, e não necessariamente a ocupação de cargos na estrutura da Câmara: “Estar isolado em um primeiro momento não significa uma má estratégia. Mas não estou decidindo, essa não é uma decisão pessoal da liderança, nem do PL e muito menos da oposição. Faltam 3 meses para essa eleição”.

Segundo Sóstenes, a legenda também não discutiu quais cargos reivindicaria em uma eventual composição com Motta. O parlamentar afirmou que o PL calcula ter direito, pelo tamanho de sua bancada, à presidência de sete comissões permanentes, mas que a distribuição dependerá da formação dos blocos partidários.

O deputado acrescentou que Valdemar Costa Neto acompanhará as negociações e respeitará a posição construída pela bancada na reunião da próxima semana. “Nós vamos esperar essa reunião da quarta-feira que vem e teremos o sentimento. Aí o presidente Valdemar vai poder abraçar o que a maioria da bancada, ou a totalidade, decidir”, disse.

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