O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) retomou nesta terça-feira (3) a mobilização pela realização do segundo turno na disputa pelo governo fluminense. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele defendeu que os eleitores voltem às urnas e afirmou que o resultado da eleição de 4 de outubro deve ser considerado sem a exclusão dos votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos).
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Paes explicou que interrompeu as manifestações sobre a disputa estadual para evitar que a controvérsia judicial interferisse na eleição presidencial. “Eu entendi que a disputa jurídica do Rio não podia atrapalhar a eleição presidencial. O país precisava votar com tranquilidade e foi isso que aconteceu”, declarou.
O ex-prefeito afirmou que decidiu retomar a mobilização após manifestações de setores da sociedade fluminense favoráveis a uma nova votação. Segundo ele, os 274.411 votos recebidos por Garotinho deveriam ser considerados na avaliação sobre a necessidade de segundo turno.
“Esses votos existiram. Por causa deles, ninguém alcançou a maioria absoluta, ou seja, ninguém teve mais do que 50% dos votos”, argumentou. Paes sustenta que a Constituição determina a realização de uma segunda etapa quando nenhum candidato obtém mais da metade dos votos válidos.
O PSD levou a discussão ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde tenta reverter a decisão da Justiça Eleitoral. Paes afirmou que respeitará o resultado do julgamento, mas defendeu que os eleitores tenham a oportunidade de escolher novamente o governador. “Acredito que o bom direito está do nosso lado”, disse.
O ex-prefeito também mencionou a possibilidade de uma nova votação em 6 de dezembro, data prevista pela Justiça Eleitoral para eventual eleição suplementar no estado.
Disputa judicial
A controvérsia começou após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manter o indeferimento do registro de candidatura de Garotinho e determinar a anulação dos votos recebidos por ele. O ex-governador havia disputado a eleição com a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), devido à suspensão de seus direitos políticos, mas continuou aparecendo nas urnas enquanto seu recurso aguardava julgamento.
Na apuração inicial, Douglas Ruas (PL) recebeu 49,27% dos votos válidos, enquanto Paes ficou com 42,76%. Com a exclusão dos 274.411 votos atribuídos a Garotinho, o percentual de Ruas foi recalculado e chegou a 50,88%, garantindo sua eleição ainda no primeiro turno.
O PSD contesta esse entendimento. O partido argumenta que os votos de Garotinho devem ser considerados para determinar se algum candidato alcançou a maioria absoluta, mesmo que tenham sido anulados para efeito de definição do vencedor. A legenda já apresentou ações ao STF para tentar assegurar a realização do segundo turno.
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