A Bolsa brasileira acionou o ‘circuit breaker’ na manhã desta segunda-feira (26), após a vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25), provocar fortes perdas nos ativos brasileiros. O mecanismo foi acionado pela última vez em março de 2020, durante a pandemia da Covid-19.
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Com a interrupção, ficaram suspensas as negociações de renda fixa privada e de opções referenciadas em ações, BDR, Ibovespa, Ibovespa B3 BR+, IBrX-50, Índice Small Cap e ETFs.
O ‘circuit breaker’ é acionado em momentos de forte volatilidade, quando a aversão ao risco leva investidores a vender ativos e provoca quedas acentuadas nos índices acionários.
A suspensão ocorre conforme a intensidade da queda do Ibovespa. Quando o índice recua 10% em relação ao fechamento do pregão anterior, as operações são interrompidas por 30 minutos. Após a reabertura, se a queda atingir 15%, a paralisação dura uma hora.
Caso o recuo chegue a 20%, a B3 pode suspender novamente as negociações pelo período que definir.
A volatilidade também atingiu outros ativos. Por volta das 10h20, o dólar disparava 12,04%, a R$ 5,597, enquanto as taxas dos contratos de DI (Depósitos Interfinanceiros), que refletem as expectativas do mercado para os juros futuros, avançavam até 260 pontos-base.
A queda desta segunda-feira reverte os ganhos registrados após o 1º turno, quando Flávio terminou a votação na liderança, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula, então presidente.
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