As ações de grandes instituições financeiras registraram fortes perdas na Bolsa brasileira nesta segunda-feira (26), após a reeleição de Lula (PT). No fim da manhã, os papéis da XP recuavam 47,41%, enquanto os do BTG Pactual caíam 37,36%. O Banco do Brasil acumulava desvalorização de 31,35%.
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A pressão sobre os ativos levou a B3 a acionar o mecanismo de circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações em momentos de queda acentuada. O Ibovespa chegou a recuar mais de 16% durante a manhã. A medida suspendeu os negócios por 30 minutos.
A reação do mercado ocorre em meio à preocupação de investidores com a condução da política econômica no próximo mandato de Lula. Entre os fatores apontados estão a pressão sobre as contas públicas, a perspectiva de juros elevados por mais tempo e a revisão do risco associado aos ativos brasileiros. A Reuters também informou que o resultado eleitoral contrariou as expectativas de parte do mercado, que esperava a vitória de Flávio Bolsonaro (PL).
Queda atinge principais bancos
As perdas foram mais acentuadas entre instituições com forte atuação no mercado brasileiro. Confira os percentuais registrados no fim da manhã desta segunda-feira, segundo os dados divulgados pelo Metrópoles:
- XP: -47,41%
- BTG Pactual: -37,36%
- Banco do Brasil: -31,35%
- Bradesco: -24,55%
- Itaú Unibanco: -15,63%
- Santander Brasil: -4,50%
Na sexta-feira (23), último pregão antes do segundo turno, o Ibovespa havia encerrado o dia aos 205.082,56 pontos, com alta de 0,47%.
Lula foi reeleito no domingo (25), após derrotar Flávio Bolsonaro no segundo turno. O petista seguirá na Presidência da República por mais quatro anos.
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