O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou neste domingo (25) a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de estender até as 19h o horário de votação do segundo turno. O parlamentar acusou o magistrado de criar tumulto no processo eleitoral e questionou sua atuação, mencionando que ele já foi advogado do presidente Lula (PT).
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“Decisão vergonhosa e intempestiva de um ministro do STF que era advogado do atual presidente, que toma decisão às 17 horas e um minuto após o encerramento das eleições. Ação inexequível para tumultuar o processo de uma eleição que eles já perderam no voto. Eleição para o PT é aquela que eles ganham, quando eles perdem é ditadura. Lamentável”, escreveu Marinho nas redes sociais.
Decisão vergonhosa e intempestiva de um ministro do Stf que era advogado do atual presidente , que toma decisão às 17 horas e um minuto após o encerramento das eleições . Ação inexequível para tumultuar o processo de uma eleição que eles já perderam no voto. Eleição para o PT É…
— Rogério Marinho🇧🇷 (@rogeriosmarinho) October 25, 2026
Em outra publicação, o senador afirmou considerar “impressionante o nível de intervenção” de integrantes do Supremo e defendeu que prevaleça o bom senso. Ele também declarou esperar que “qualquer golpe judiciário ou chicana administrativa não prospere pelo bem da democracia”.
A manifestação ocorreu após Zanin acolher um pedido da campanha de Lula para ampliar em duas horas a votação em todo o país. A ação apontou dificuldades no transporte público em diferentes localidades e argumentou que a medida seria necessária para assegurar igualdade de condições entre os eleitores.
A decisão foi divulgada quando a apuração já havia começado, o que provocou dúvidas sobre a aplicação da ordem nas seções em que as urnas tinham sido encerradas. Posteriormente, Zanin esclareceu que a extensão do horário valeria apenas para os locais onde a votação ainda não havia terminado. Nas seções já fechadas, os votos deveriam ser contabilizados normalmente.
Campanha de Flávio também pediu extensão em localidades específicas
Antes da decisão nacional, a campanha de Flávio Bolsonaro havia solicitado a ampliação do horário de votação em municípios afetados por problemas climáticos e dificuldades de acesso, especialmente em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul. O pedido bolsonarista tinha alcance localizado, enquanto a solicitação da campanha petista abrangia todo o território nacional.
A decisão de Zanin também motivou críticas de outros aliados de Flávio. O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) anunciou que pediria o impeachment do ministro, sob o argumento de que a determinação teria sido tomada após o encerramento regular da votação. O senador Jorge Seif (PL-SC) também questionou a atuação do STF diante da competência da Justiça Eleitoral.
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