O ex-estrategista de comunicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller, criticou neste domingo (25) a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de estender até as 19h o horário de votação do segundo turno das eleições brasileiras. Em publicações nas redes sociais, Miller classificou a medida como “inacreditável” e questionou a trajetória do magistrado como advogado do presidente Lula (PT).
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Ao compartilhar uma publicação sobre o pedido da campanha petista para ampliar o período de votação, Miller reagiu: “Não dá para acreditar”. Em outra mensagem, criticou a decisão e destacou a relação profissional anterior entre Zanin e Lula.
“Advogado de campanha de Lula, agora no STF, literalmente o advogado dele, ordena que as urnas permaneçam abertas por mais duas horas. Não dá para inventar uma coisa dessas”, escreveu o ex-assessor de Trump.
A manifestação ocorreu após Zanin atender a um pedido da campanha de Lula, que alegou dificuldades no transporte público em diferentes localidades e defendeu a extensão do prazo para garantir condições de acesso às urnas. O ministro determinou inicialmente a ampliação até as 19h em todo o país.
Diante de dúvidas sobre a aplicação da medida em seções que já haviam encerrado a votação, Zanin esclareceu posteriormente que a prorrogação deveria ser cumprida apenas nos locais onde as urnas ainda não tinham sido fechadas. Nas seções com votação encerrada, os votos deveriam ser contabilizados normalmente.
Da defesa de Lula ao Supremo
Zanin ganhou projeção nacional ao atuar como advogado de Lula nos processos relacionados à Operação Lava Jato. Em junho de 2023, foi indicado pelo presidente para uma vaga no STF, aberta com a aposentadoria do ministro Ricardo Lewandowski.
A indicação foi aprovada pelo Senado por 58 votos favoráveis e 18 contrários. Desde então, Zanin passou a integrar a Corte como ministro.
A crítica de Miller também se insere no contexto de atenção de Trump às eleições brasileiras. Neste domingo, o presidente norte-americano afirmou que acompanha a votação, mas evitou declarar apoio a Lula ou ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Não quero entrar nesse assunto, mas estamos monitorando”, disse Trump. Antes do primeiro turno, ele havia classificado a eleição brasileira como “muito importante” e elogiado o desempenho de Flávio na disputa.
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