A Coreia do Norte exibiu um míssil balístico intercontinental com capacidade de atingir os Estados Unidos, informou nesta terça-feira (13) a agência estatal KCNA. A divulgação ocorre um dia depois de o presidente americano, Donald Trump, afirmar que poderá se reunir com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, durante sua viagem à Ásia em novembro.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp
O armamento, identificado como Hwasong-20, está exposto no Museu da Revolução da Defesa da Coreia do Norte, inaugurado no domingo (9). Kim visitou o local acompanhado da mulher, Ri Sol-ju, e da filha, Kim Ju-ae.
Na ocasião, o líder norte-coreano afirmou que o arsenal do país “será desenvolvido e aprimorado de forma mais rigorosa.”
Segundo o analista Shin Jong-woo, secretário-geral do Fórum de Defesa e Segurança da Coreia, a exposição busca destacar os avanços do programa militar norte-coreano.
“A exposição parece ter como objetivo destacar as conquistas do programa de desenvolvimento científico de defesa de Kim”, afirmou. “Deu a impressão de propaganda destinada a obter uma vantagem estratégica antes de uma possível cúpula entre a Coreia do Norte e os EUA”, completou.
Novos lançamentos elevam tensão regional
Na segunda-feira (12), as Forças Armadas da Coreia do Sul informaram que Pyongyang lançou vários mísseis balísticos em direção ao mar. Foi o quarto lançamento norte-coreano em cerca de um mês.
Os testes ocorreram em meio à reação de Pyongyang a um recente ensaio de míssil hipersônico realizado por Seul. Após os lançamentos, o Comando do Pacífico dos Estados Unidos afirmou que os projéteis não representaram ameaça imediata ao território americano, às forças do país ou a seus aliados.
O Japão condenou os disparos. O ministro de Estado da Defesa japonês, Takashi Koyari, afirmou que os lançamentos ameaçam a paz e a segurança regional e internacional, além de violarem resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
“um grave problema que afeta a segurança do povo japonês”, declarou Koyari ao classificar a ação norte-coreana.
“O Japão apresentou um forte protesto à Coreia do Norte por meio de canais diplomáticos, através da Embaixada do Japão em Pequim, e condenou veementemente essa ação”, afirmou.
O ministro acrescentou que o Japão manterá a cooperação com os Estados Unidos, a Coreia do Sul e outros parceiros para monitorar as atividades militares norte-coreanas.
Trump admite possível encontro com Kim
A exibição do míssil ocorre antes da viagem de Trump à Ásia, prevista para novembro. O presidente americano participará da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), em Shenzhen, na China, e afirmou que existe a possibilidade de se encontrar com Kim durante a agenda.
A eventual reunião poderá ocorrer em meio às tensões provocadas pelos testes de armamentos e pelo avanço do programa militar norte-coreano.
